Nem toda TPM é TDPM, e é por aí que começo quando ensino o tema. O sintoma pré-menstrual leve é quase universal, a síndrome pré-menstrual (SPM) é frequente, e o transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM) é doença psiquiátrica grave, com código próprio na CID-11 e risco real de suicídio. A causa não é excesso de estrogênio nem falta de progesterona, e sim a sensibilidade do cérebro à flutuação hormonal do ciclo: por isso dosar hormônio não diagnostica, e a progesterona na segunda metade do ciclo, receita ainda comum, não trata.
O diagnóstico se confirma com dois ciclos de diário prospectivo, e o tratamento sobe em degraus, do estilo de vida ao análogo de GnRH. Este artigo reúne o que as diretrizes do ACOG, do RCOG e da International Society for Premenstrual Disorders (ISPMD) dizem sobre diagnóstico e tratamento, e mostra onde a minha conduta se apoia nelas ou vai além. A sobreposição com a perimenopausa e com a exacerbação pré-menstrual de outros transtornos está detalhada em TDPM, perimenopausa ou exacerbação pré-menstrual?.
Molimina, SPM e TDPM: qual é a diferença?
São três pontos de um mesmo espectro, separados pela gravidade e pelo prejuízo, e não pelo tipo de sintoma. Até 90% das mulheres em idade reprodutiva relatam ao menos um sintoma pré-menstrual, cerca de 20% a 30% têm sintomas incômodos o bastante para caracterizar SPM, e 2% a 5% preenchem os critérios de TDPM [1].
- Molimina é o sintoma pré-menstrual fisiológico: leve, previsível, curto e sem impacto relevante na vida. Inchaço, sensibilidade mamária e alguma irritabilidade que some quando o fluxo começa. Não pede tratamento; pede explicação e acolhimento [2].
- SPM é o mesmo padrão cíclico com prejuízo real. Os sintomas aparecem na fase lútea, crescem até a menstruação e cedem nos primeiros dias do fluxo, deixando uma semana livre [1, 3]. Predominam queixas físicas e alterações de humor moderadas.
- TDPM é o extremo afetivo do espectro. Pelo DSM-5, exige ao menos cinco sintomas na semana pré-menstrual, com pelo menos um afetivo marcado (labilidade, irritabilidade ou raiva, humor deprimido, ansiedade), prejuízo funcional comparável ao de um episódio depressivo maior e confirmação por registro prospectivo [1]. Em 2019, a OMS incluiu o TDPM na CID-11 [1], com o código GA34.41, entre as doenças do aparelho geniturinário e com remissão cruzada aos transtornos depressivos [31].
As pacientes descrevem o TDPM como duas pessoas no mesmo corpo. Eu uso com elas a imagem de Ruth e Raquel: a mesma mulher, paciente numa semana, explosiva na outra, e arrependida quando a menstruação chega. Dois temperamentos que obedecem ao calendário do ciclo são sinal de alerta de doença grave, e não traço de personalidade. O outro lado também está escrito: a CID-11 orienta que a alteração leve de humor no fim da fase lútea, sem sofrimento nem prejuízo significativos, não seja rotulada como TDPM [31].
Tabela 1. Molimina, SPM e TDPM lado a lado.
| Molimina | SPM | TDPM | |
|---|---|---|---|
| Frequência | Até 90% das mulheres | 20% a 30% | 2% a 5% (3,2% com confirmação prospectiva) |
| Sintomas | Poucos e leves | Físicos e de humor, moderados | Pelo menos 5, com 1 afetivo marcado |
| Prejuízo | Nenhum relevante | Real, abaixo do limiar psiquiátrico | Comparável ao da depressão maior |
| Classificação | Fisiológico | Transtorno pré-menstrual | Transtorno depressivo no DSM-5; CID-11 GA34.41 |
| Conduta inicial | Explicação e medidas gerais | Estilo de vida, cálcio, AINE, combinado com drospirenona | ISRS, supressão da ovulação, TCC |
Adaptado de ACOG, 2023, Reilly et al., 2024, e Nevatte et al., 2013 [1, 4, 2].
Prevalência do TDPM confirmado por registro prospectivo na metanálise de Reilly, contra 7,7% no diagnóstico provisório [4].
O número importa porque o erro corre nos dois sentidos. De um lado, a mulher com TDPM ouve que é "só TPM" e passa anos sem tratamento: ao longo da vida reprodutiva, o TDPM soma em média 3.000 dias sintomáticos, ou 3,8 anos de incapacidade [1]. Do outro, a mulher com depressão ou ansiedade que piora antes da menstruação recebe o rótulo de TDPM e um tratamento hormonal que não alcança a doença de base.
Por que acontece? A fisiopatologia em três ideias
1. Não é excesso nem falta de hormônio
Os níveis de estradiol e de progesterona são semelhantes em mulheres com e sem transtorno pré-menstrual [1, 2]. O que muda é a resposta do cérebro à variação normal desses hormônios. No experimento de Schmidt, mulheres com SPM que melhoraram sob supressão ovariana voltaram a ter sintomas quando receberam, às cegas, estradiol ou progesterona; nas controles, os mesmos hormônios não mexeram no humor [6]. A contraprova clínica é simples: sem corpo lúteo, em ciclos anovulatórios espontâneos ou induzidos, a ciclicidade dos sintomas desaparece [2]. E os sintomas não existem antes da menarca, na gestação nem depois da menopausa [1].

Figura 1. O ciclo menstrual fisiológico. Os sintomas do transtorno pré-menstrual nascem depois da ovulação, acompanham a subida da progesterona e do estradiol produzidos pelo corpo lúteo, chegam ao pico nos últimos dias antes do fluxo e cedem quando os dois hormônios voltam aos níveis da fase folicular inicial. O ciclo é o mesmo em quem tem e em quem não tem TDPM; a diferença está na resposta cerebral.
Fonte: Jacobsen L. Hormofem: terapia hormonal feminina. 4ª ed. São Paulo: Ed. do Autor; 2025. ISBN 978-65-01-71472-1 [7]. Ilustração do livro (Figura 3.1 da 7ª edição, no prelo).
2. A alopregnanolona e o receptor GABA-A
A progesterona é convertida em alopregnanolona, neuroesteroide que não se liga ao receptor de progesterona e age como modulador positivo do receptor GABA-A, o mesmo alvo dos benzodiazepínicos e do álcool [2]. Na maioria das mulheres, o efeito é calmante. Em parte delas, a resposta é paradoxal: esses moduladores podem provocar ansiedade, irritabilidade e agressividade, e reações paradoxais fortes aparecem em 3% a 8% das pessoas expostas, faixa parecida com a prevalência do TDPM [8]; a piora moderada do humor chega a 20% em alguns grupos [33].

Figura 2. Da progesterona à alopregnanolona. A 5α-redutase converte a progesterona em 5α-di-hidroprogesterona, que ainda age no receptor de progesterona; as aldo-ceto redutases a transformam em alopregnanolona, que atua no receptor GABA-A. É nesse segundo receptor que a mulher com TDPM mostra a sensibilidade anormal.
Fonte: Jacobsen L. Hormofem: terapia hormonal feminina. 4ª ed. São Paulo: Ed. do Autor; 2025. ISBN 978-65-01-71472-1 [7]. Ilustração do livro (Figura 2.4 da 7ª edição, no prelo), adaptada de Schumacher et al., 2014.
Bloquear essa via melhora o TDPM, e isso transformou hipótese em mecanismo. A dutasterida em dose alta (2,5 mg/dia), que impede a conversão da progesterona em alopregnanolona, reduziu irritabilidade, tristeza e ansiedade em mulheres com TDPM, sem efeito nas controles [9]. O ulipristal, modulador seletivo do receptor de progesterona, levou à remissão 50% das mulheres com TDPM, contra 21,1% no placebo [10], mas saiu do mercado em muitos países por relatos de lesão hepática [33]. A sepranolona, antagonista dos esteroides que modulam o GABA-A, reduziu o escore do DRSP num ensaio exploratório com 126 mulheres; nas 60 com TDPM puro que completaram o protocolo, a queda foi de 75%, contra 47% no placebo, numa análise post hoc [34]. Nenhum deles é tratamento de rotina; são estudos de prova de conceito.
3. A serotonina
A queda do estradiol no fim da fase lútea pode desregular o sistema serotoninérgico, e a depleção de triptofano, precursor da serotonina, agrava os sintomas pré-menstruais [1]. Os ISRS agem nas duas frentes: modulam a serotonina e, em parte, os níveis de alopregnanolona, o que ajuda a explicar por que funcionam em dias, e não em semanas [1].
Como diagnosticar SPM e TDPM?
A história vem primeiro
Começo pela história psiquiátrica completa: ansiedade, depressão, insônia, bipolaridade, uso de substâncias, sintomas que existem o mês inteiro. Se a mulher já tinha um transtorno de humor, o que parece TDPM pode ser a piora pré-menstrual dessa doença, e o raciocínio muda [3, 11]. Depois vêm a história ginecológica, inclusive a relação dos sintomas com gestações e pós-parto, os métodos hormonais em uso e o exame físico, que afasta causas orgânicas de dor e distensão [3].
O registro prospectivo confirma
O diagnóstico se apoia no relato de sintomas na maioria dos ciclos do último ano e em dois ciclos consecutivos de registro diário prospectivo [1]. O instrumento validado mais usado é o Daily Record of Severity of Problems (DRSP), que pontua dia a dia os sintomas do DSM e o prejuízo funcional, com boa confiabilidade e validade [12]. Um diário simples, com as datas da menstruação e uma nota diária de 1 a 5 para cada sintoma, também é aceito [1].

Figura 3. Critérios do TDPM na CID-11 (à esquerda) e no DSM-5 (à direita). Repare em três pontos comuns: sintomas na maioria dos ciclos do último ano, que começam dias antes do fluxo e cedem logo depois dele; pelo menos um sintoma afetivo (labilidade, irritabilidade, humor deprimido ou ansiedade); e confirmação por registro diário prospectivo em pelo menos dois ciclos (critério A da CID-11, critério F do DSM-5). O DSM-5 exige ainda cinco sintomas e exclui a simples exacerbação de outro transtorno (critério E); a CID-11 fecha com a fronteira com a normalidade.
Fonte: Naik SS et al., Front Glob Womens Health, 2023 [31], Tabela 1, em inglês no original. Artigo de acesso aberto sob licença CC BY 4.0.
O Premenstrual Symptoms Screening Tool (PSST) é retrospectivo e rápido. Serve para triagem: aponta quem provavelmente tem SPM grave ou TDPM e merece o diário, mas não o substitui [14]. A forma de ler o diário, ancorada no primeiro dia do sangramento, e o que acontece com ela quando os ciclos ficam irregulares estão no artigo sobre TDPM e perimenopausa.
Quando o diário não decide
Se o registro é inconclusivo, três meses de análogo de GnRH funcionam como teste diagnóstico: com a ovulação suprimida, o sintoma de origem ovariana desaparece [1, 13]. O que persiste com o ovário silenciado não é transtorno pré-menstrual.
Diagnóstico diferencial: o que mais pode ser?
Transtorno pré-menstrual é diagnóstico de exclusão [1]. A classificação da ISPMD, adotada pelo RCOG, organiza o raciocínio: além do transtorno nuclear, que inclui SPM e TDPM, existem variantes que pedem condutas diferentes [13, 3].
Tabela 2. Transtornos pré-menstruais segundo a classificação da ISPMD.
| Categoria | O que a caracteriza | O que muda na conduta |
|---|---|---|
| Nuclear (SPM e TDPM) | Sintomas em ciclos ovulatórios, só na fase lútea, ausentes entre a menstruação e a ovulação, com prejuízo, confirmados em 2 ciclos | Tratamento escalonado |
| Exacerbação pré-menstrual | Doença de base (depressão, ansiedade, enxaqueca, epilepsia, asma, diabetes) presente o mês inteiro, que piora antes do fluxo | Tratar a doença de base; supressão da ovulação como adjuvante |
| Induzido por progestagênio | Sintomas que surgem com o progestagênio exógeno do anticoncepcional, do SIU-LNG, do implante ou da terapia hormonal | Trocar o progestagênio, a via ou reduzir a exposição |
| Com ausência de menstruação | Ciclo ovariano mantido sem sangramento (SIU-LNG, ablação, histerectomia com ovários) | Diário sem a âncora do fluxo |
| Por atividade ovariana não ovulatória | Raro; sintomas ligados a atividade ovariana sem ovulação | Individualizar |
Adaptado de Ismaili et al., 2016, e RCOG, 2017 [3, 13].
Fora das variantes, entram no diferencial a depressão maior, o transtorno de pânico, a distimia e os transtornos de personalidade, que o próprio critério do DSM-5 manda separar [1]; a bipolaridade, cuja confusão com SPM o RCOG aponta como erro diagnóstico [13]; e condições clínicas como o hipertireoidismo [1]. A exacerbação pré-menstrual de um transtorno de humor, a confusão que mais vejo, tem tratamento próprio, e os tratamentos que funcionam no TDPM funcionam menos nela [11]. A sobreposição é a regra, não a exceção: na metanálise de Bengi, com 36 estudos e 3.646 mulheres, a comorbidade entre transtorno pré-menstrual e transtorno de humor ficou entre 42% e 49%, e a soma dos dois se associou a curso mais grave, com mais ciclagem rápida, internações e suicidalidade, embora a maioria dos estudos tenha usado diagnóstico provisório [32].
O transtorno induzido por progestagênio é o que mais vejo passar despercebido. A mulher piora depois de colocar o SIU-LNG ou o implante, ou com determinada pílula, e ouve que uma coisa não tem a ver com a outra. O RCOG reconhece que mesmo os níveis baixos de levonorgestrel do SIU-LNG 52 mg podem produzir, no início, efeitos semelhantes aos da SPM [13]. Ela não está exagerando: dê ouvido à paciente e troque o método.
Como tratar SPM e TDPM?
A escolha depende da gravidade, do tipo de sintoma que domina, do desejo de contracepção ou de gestação e da resposta a tratamentos anteriores [2]. O ACOG apresenta as opções em ordem de evidência, mas avisa que essa ordem não é um algoritmo, e que muitas pacientes se beneficiam de combinar intervenções [1]. O RCOG propõe um escalonamento em quatro linhas.
Tabela 3. Tratamento escalonado da SPM proposto pelo RCOG.
| Linha | Opções |
|---|---|
| Primeira | Exercício, TCC e vitamina B6; anticoncepcional combinado de nova geração, cíclico ou contínuo; ISRS em dose baixa, contínuo ou do 15º ao 28º dia (por exemplo, citalopram ou escitalopram 10 mg) |
| Segunda | Adesivo de estradiol 100 mcg com progesterona micronizada 100 ou 200 mg do 17º ao 28º dia, oral ou vaginal, ou com SIU-LNG 52 mg; ISRS em dose maior (citalopram ou escitalopram 20 a 40 mg) |
| Terceira | Análogo de GnRH com reposição combinada contínua (estradiol transdérmico com progesterona micronizada 100 mg/dia) ou tibolona 2,5 mg |
| Quarta | Cirurgia (histerectomia com ooforectomia bilateral), com terapia hormonal |
Adaptado de RCOG, 2017 [13].
Na minha prática, na SPM moderada e no TDPM o primeiro tratamento costuma ser o bloqueio da ovulação, e depois eu observo o que sobra. Se o bloqueio está bem feito e algum sintoma persiste, olho para trás: provavelmente há um transtorno psiquiátrico convivendo com o hormonal, e ele pede ISRS e o colega da saúde mental. Nos quadros moderados a graves, associo o antidepressivo ao bloqueio desde o início. As diretrizes colocam o ISRS como primeira linha para os sintomas afetivos e o combinado para os sintomas globais [1]; as duas estratégias são primeira linha e não competem.
Se a causa é a flutuação, manter a mulher como se estivesse sempre na fase folicular inicial é o tratamento mais coerente.
Estilo de vida, educação e TCC
Exercício regular tem recomendação condicional do ACOG [1]. Na metanálise de Pearce, com 15 ensaios, o exercício reduziu os sintomas globais (diferença média padronizada de -1,08; Figura 4), mas 87% dos ensaios tinham alto risco de viés [15].

Figura 4. Exercício contra controle na redução dos sintomas globais da SPM, nos sete ensaios que mediram esse desfecho (145 mulheres no exercício, 120 no controle). Quadrado à esquerda da linha vertical favorece o exercício (experimental). O losango final (diferença média padronizada -1,08; IC 95% -1,88 a -0,29) fica do lado do exercício, mas repare na dispersão: os ensaios vão de efeito grande a nenhum efeito (I² = 87%), e todos são pequenos, com 20 a 57 mulheres cada.
Reproduzido de Pearce et al., 2020 [15], Figura 2, em inglês no original; licença CC BY 4.0.
A terapia cognitivo-comportamental tem recomendação forte do ACOG para os sintomas afetivos [1]. No único ensaio que a comparou com a fluoxetina no TDPM, a eficácia em seis meses foi semelhante, a fluoxetina agiu mais rápido e a TCC manteve o efeito por mais tempo depois do fim do tratamento [16]. Mesmo a TCC guiada pela internet funcionou: depois de oito semanas, 41% das mulheres tratadas ainda preenchiam os critérios de TDPM, contra 81% na lista de espera [36]. Na SPM leve, essa base costuma bastar; no TDPM, ela soma e não substitui.
Cálcio, vitamina B6 e outros suplementos: a evidência real
O cálcio é o suplemento com o melhor lastro. No ensaio de Thys-Jacobs, 466 mulheres com SPM moderada a grave receberam 1.200 mg/dia de cálcio elementar ou placebo por três ciclos; no terceiro ciclo, o escore total de sintomas caiu 48% com cálcio e 30% com placebo, com redução de afeto negativo, retenção hídrica, compulsão alimentar e dor [17]. O ACOG sugere 1.000 a 1.200 mg/dia em adultas, com recomendação condicional e evidência de baixa qualidade, lembrando o teto de 2.500 mg/dia somando dieta e suplemento [1].
Redução do escore total de sintomas pré-menstruais com 1.200 mg/dia de cálcio, contra 30% no placebo, no terceiro ciclo [17].
A vitamina B6 tem evidência mais frágil do que a fama. Na revisão sistemática de Wyatt, com nove ensaios e 940 mulheres, a chance de melhora dos sintomas globais foi maior que no placebo (OR 2,32), mas os autores ressalvam que a maioria dos ensaios era de baixa qualidade e que o benefício provável se limita a doses de até 100 mg/dia [18]. Doses de 200 mg/dia podem causar neuropatia periférica, provavelmente reversível [18]. O RCOG mantém a B6 na primeira linha, com resultados descritos como mistos [13]; o ACOG não faz recomendação sobre ela [1].
O Vitex agnus-castus é o fitoterápico mais estudado. Com extratos bem caracterizados, três ensaios (520 mulheres) mostraram chance 2,57 vezes maior de remissão [19], mas a variação entre preparações impede definir dose, e o ACOG não faz recomendação [1]. O magnésio, que uso como adjuvante, tem resultados mistos, o óleo de prímula mostrou benefício modesto em poucos ensaios, e a erva-de-são-joão interage com o ISRS e pode reduzir a eficácia do anticoncepcional [13].
Na minha prática, suplemento é adjuvante. O cálcio entra com mais frequência; a B6, quando entra, fica em 30 a 50 mg/dia, longe do limiar de neuropatia, e com prazo; e nenhum deles trata TDPM sozinho.
ISRS: contínuo ou na fase lútea
Os ISRS têm recomendação forte do ACOG para os sintomas afetivos [1]. A atualização Cochrane de 2024, com 34 ensaios, confirmou redução dos sintomas com certeza moderada (diferença média padronizada de -0,57), com uma ressalva de leitura: 68% dos ensaios foram financiados pela indústria [20]. Fluoxetina, sertralina e paroxetina são aprovadas pela FDA para o TDPM, e a venlafaxina tem evidência limitada [1]. Diferente da depressão, a resposta vem em dias, e por isso cabem três esquemas: contínuo, só na fase lútea ou do início dos sintomas até a menstruação [1]. A Figura 5 traz as doses testadas nos esquemas intermitentes [37].

Figura 5. ISRS e IRSN com eficácia demonstrada no TDPM em esquema de fase lútea (luteal phase) ou a partir do início dos sintomas (symptom-onset). Repare que as doses são baixas: sertralina 50 a 100 mg; escitalopram, paroxetina e fluoxetina 10 a 20 mg; paroxetina de liberação controlada 12,5 a 25 mg; venlafaxina 75 a 112,5 mg ao dia. Os números sobrescritos remetem às referências do artigo original.
Reproduzido de Carlini et al., 2022 [37], Tabela 2, em inglês no original; licença CC BY-NC 3.0.
Qual esquema escolher? Na metanálise de Reilly, que reuniu os 8 ensaios que compararam diretamente os dois (460 mulheres), resposta e abandono não diferiram, e o intermitente evita a síndrome de retirada [21]. A Cochrane de 2024, que comparou cada esquema com placebo, achou redução maior com o contínuo (diferença média padronizada de -0,69, contra -0,39 na fase lútea) [20], dado que a sinopse da diretriz do ACOG publicada no JAMA em 2026 já incorporou [36]. Leio assim: o intermitente funciona; o contínuo pode render um pouco mais e cobre melhor os sintomas físicos [2], e é o que prefiro quando eles pesam ou há comorbidade.

Figura 6. ISRS intermitente contra contínuo: taxa de resposta nos oito ensaios que compararam diretamente os dois esquemas. Cada linha é um ensaio; quadrado à direita da linha vertical favorece o intermitente (intermittent), à esquerda, o contínuo (continuous). O losango final (OR 1,00; IC 95% 0,23 a 4,31) cruza a linha do 1: não houve diferença, mas a heterogeneidade foi alta (I² = 71%) e nenhum ensaio teve baixo risco de viés.
Fonte: Reilly TJ et al., J Psychopharmacol, 2023 [21], Figura 2, em inglês no original. Artigo de acesso aberto sob licença CC BY 4.0.
Três pontos pesam na conversa com a paciente. A disfunção sexual é o efeito adverso que costuma durar enquanto durar o uso (OR 2,32) [1, 20]. A recaída depois da suspensão é frequente, e muitas mulheres precisarão de tratamento até a menopausa [1]. E vale um contato na primeira semana para checar piora da ansiedade no início do uso [3]. Sem resposta, confira a adesão, passe ao contínuo, aumente a dose na última semana do ciclo ou troque o ISRS; persistindo, encaminhe ao psiquiatra [1]. Em adolescentes e adultas jovens, o alerta da FDA sobre ideação suicida pede monitoramento próximo [1].
Supressão da ovulação: combinado com drospirenona em regime estendido
O anticoncepcional oral combinado tem recomendação forte do ACOG para os sintomas pré-menstruais globais, com evidência de baixa qualidade [1]. A formulação com drospirenona 3 mg e etinilestradiol 20 mcg em regime 24/4 é a única aprovada pela FDA para o TDPM em quem deseja contracepção [1]; no ensaio principal, com 450 mulheres com TDPM moderado a grave, responderam 48% com a combinação e 36% com placebo [36]. A revisão Cochrane de 2023 confirmou melhora dos sintomas globais e do prejuízo funcional, sem efeito claro no humor [22]. A drospirenona deriva da espironolactona e bloqueia os receptores de aldosterona e de androgênio [2], e é por isso que, na SPM com inchaço e retenção, eu a prefiro entre os combinados.
O regime importa. A pausa de sete dias é, ela própria, uma flutuação, e os sintomas tendem a se concentrar nela [23]. Muitas dessas mulheres já me contam que se sentem melhor com métodos contínuos, em amenorreia, e que os sintomas voltam sempre que interrompem o método [7]. Por isso prescrevo o combinado em regime estendido ou contínuo, como sugere o RCOG [13], ainda que a metanálise citada pelo ACOG, com estudos pequenos e de baixa qualidade, não tenha encontrado diferença entre regimes [1]. Duas ressalvas: o combinado pode não tratar os sintomas depressivos pré-menstruais e, em algumas mulheres, piora o quadro [1, 3]; e o risco tromboembólico precisa ser avaliado antes de prescrever [1].
Bloqueio com progestagênio isolado e gestrinona
Quando o combinado não é opção, faço o bloqueio com progestagênio isolado em dose anovulatória (dienogeste, drospirenona ou desogestrel). Ele suprime a ovulação sem o etinilestradiol, e escape nos três primeiros meses é esperado; eu aviso a paciente antes. A gestrinona é outra opção de bloqueio que uso: uma progestina de perfil androgênico, antigonadotrófica, capaz de suprimir a ovulação [24]. Ela não garante contracepção, e quem precisa de contracepção associa outro método, como o DIU de cobre.
Aqui a honestidade é obrigatória. Não há ensaio publicado de progestagênio isolado nem de gestrinona no TDPM, o ACOG considera que a evidência não sustenta progestagênios nos transtornos pré-menstruais [1], e a ISPMD recomenda não oferecê-los como tratamento [3]. O raciocínio que me leva a usá-los é o do bloqueio, e não o da reposição: sem ovulação, não há subida e queda lútea. A própria sinopse do ACOG no JAMA aponta os métodos só de progestagênio como linha de pesquisa para quem tem contraindicação ao estrogênio [36]. É posição minha, de prática clínica, e exige observar no diário se o humor piora nos primeiros meses, porque a mulher sensível à progesterona endógena pode ser sensível também à exógena. O algoritmo de Rapkin (Figura 7) leva esse cuidado à escolha do método [38].

Figura 7. Aconselhamento contraceptivo na mulher com TDPM, sintomas pré-menstruais graves, depressão ou fatores de risco. Os dois asteriscos marcam a primeira linha, salvo contraindicação como trombose venosa: o combinado de etinilestradiol 20 mcg com drospirenona 3 mg, em 24/4 ou contínuo, e o DIU de cobre, que não mexe no humor, mas pode aumentar sangramento e cólica. Outro combinado contínuo (etinilestradiol 20 mcg com levonorgestrel 90 mcg) é alternativa. Os métodos só de progestagênio (pílula, implante de etonogestrel, acetato de medroxiprogesterona de depósito) pedem conversa sobre o humor e acompanhamento próximo; o SIU-LNG pode afetar o humor, mas é a melhor escolha quando há fluxo intenso ou doloroso, acne ou endometriose. Nos combinados, reavaliação em dois a três meses.
Reproduzido de Rapkin et al., 2019 [38], Figura 1, em inglês no original; licença CC BY-NC 3.0.
Análogo de GnRH com reposição hormonal
O análogo de GnRH elimina a fase lútea e, com ela, os sintomas. Na metanálise de Wyatt, o efeito foi grande, e a reposição hormonal associada não reduziu a eficácia [25]. O custo é o hipoestrogenismo, e por isso o ACOG reserva o método para adultas com sintomas graves e refratários, com recomendação condicional, e não o indica em adolescentes [1]. A reposição (o add-back) começa junto com o análogo [1]. Ela pode reacender os sintomas no início, e as doses baixas e contínuas reacendem menos: estradiol 1,5 mg com progesterona provocou mais recidiva do que estradiol 0,5 mg com a mesma progesterona [26]. A piora inicial não significa falha: num estudo pequeno, os sintomas voltaram quando a reposição começou e cederam quando os níveis se estabilizaram, nos dois a três meses seguintes [33].
Progesterona: por que não trata
A ideia de que a SPM seria falta de progesterona é antiga, e os ensaios não a confirmaram. No maior deles, 170 mulheres com SPM grave receberam progesterona micronizada oral em dose média de 1.760 mg/dia, alprazolam ou placebo, e a progesterona não foi melhor que o placebo [27]. A revisão sistemática de Wyatt não sustentou progesterona nem progestagênios no tratamento da SPM; o pequeno efeito da via oral veio principalmente desse mesmo ensaio, cujos autores o consideraram negativo [28]. A revisão Cochrane encontrou só dois ensaios aceitáveis e concluiu que não há como afirmar que a progesterona funcione [29].

Figura 8. Neuroesteroides após progesterona oral e vaginal. Com 200 mg por via oral, a alopregnanolona sobe acima da própria progesterona e cai em poucas horas; com 400 mg por via vaginal, quase não se forma. Na mulher sensível à variação da alopregnanolona, esse pico seguido de queda é o tipo de estímulo que se quer evitar.
Fonte: Jacobsen L. Hormofem: terapia hormonal feminina. 4ª ed. São Paulo: Ed. do Autor; 2025. ISBN 978-65-01-71472-1 [7]. Ilustração do livro (Figura 2.11 da 7ª edição, no prelo), adaptada de de Lignières et al., 1995 [30].
Na SPM leve a moderada, sem componente afetivo marcado, sem doença uterina e sem necessidade de contracepção, ainda uso a progesterona micronizada oral cíclica como teste terapêutico, do 14º ao 27º dia, começando com 200 mg e baixando para 100 mg se ela não tolerar. Parte das pacientes não tolera, e algumas pioram. É prática minha, apoiada no efeito sedativo e ansiolítico dos metabólitos, e não recomendação de diretriz. No TDPM importante, progesterona não adianta.
Cirurgia: o último recurso
A histerectomia com ooforectomia bilateral é o único tratamento definitivo, porque elimina a ovulação de forma permanente [2]. Nenhum ensaio randomizado a avaliou, e a evidência é indireta, vinda dos estudos com análogo de GnRH [1]. O ACOG e o RCOG a reservam para sintomas graves que falharam ao tratamento clínico, para quem precisaria de análogo de GnRH por longo prazo ou para quem tem outra indicação cirúrgica, e sempre depois de um teste de dois a três meses com análogo de GnRH que preveja a resposta [1, 13].
Três detalhes mudam o resultado [13]. A terapia hormonal depois da cirurgia é recomendada, sobretudo antes dos 45 anos. A retirada do útero junto com os ovários permite repor só estrogênio, sem o progestagênio que poderia reintroduzir os sintomas. E a ablação endometrial ou a histerectomia com conservação dos ovários não tratam, porque o ciclo ovariano continua.
Quem trata SPM e TDPM?
O ginecologista, quase sempre, mas raramente sozinho. O RCOG sugere, para a SPM grave, uma equipe com médico generalista, ginecologista, profissional de saúde mental e nutricionista [13]. O ACOG recomenda envolver a saúde mental quando o diagnóstico é incerto ou há suspeita de transtorno de humor de base [1], e a ISPMD pede avaliação especializada para toda mulher com doença psiquiátrica em curso que relata piora pré-menstrual [3]. O tratamento hormonal bem feito ajuda o psiquiatra, e o psiquiatra ajuda o tratamento hormonal. Encaminho na hora diante de ideação suicida, suspeita de bipolaridade, depressão maior em curso ou falha de ISRS em dose adequada.
Erros comuns no consultório
- Tratar sem diário. Sem dois ciclos de registro, o diagnóstico é provisório e superestima o TDPM [4].
- Chamar de TDPM a piora pré-menstrual de outro transtorno. A semana pós-menstrual que não fica limpa muda o diagnóstico [1].
- Prescrever progesterona na fase lútea para TDPM. A evidência não sustenta, e a paciente sensível piora [1, 27].
- Manter a pausa de sete dias do combinado. A pausa recria a flutuação [23].
- Esperar que o SIU-LNG resolva o sintoma cíclico. Ele protege o endométrio, mas a usuária mantém o ciclo ovariano [3], como discuto no artigo sobre TDPM e perimenopausa.
- Não perguntar por suicídio. O risco é real e rastreável [5].
- Desqualificar a queixa de quem piorou com o progestagênio do método. É uma variante reconhecida do transtorno pré-menstrual [3].
O que as diretrizes dizem e onde a evidência acaba
As três fontes concordam no essencial: registro prospectivo por dois ciclos, ISRS e supressão da ovulação como pilares, TCC como tratamento eficaz, análogo de GnRH para casos graves e refratários, cirurgia como último recurso e nenhum papel para progesterona ou progestagênios como tratamento [1, 13, 3]. Divergem nos suplementos: o RCOG mantém a vitamina B6 na primeira linha, o ACOG sugere cálcio e acupuntura e não faz recomendação sobre B6 nem Vitex [13, 1]. Das dez recomendações do ACOG (Tabela 4), só três são fortes (ISRS, combinado e TCC), e oito se apoiam em evidência de baixa qualidade [36].
Tabela 4. As dez recomendações da diretriz do ACOG para os transtornos pré-menstruais, com força e qualidade da evidência.
| Intervenção | Para quê | Força | Evidência |
|---|---|---|---|
| ISRS | Sintomas afetivos | Forte | Moderada |
| Anticoncepcional oral combinado | Sintomas globais | Forte | Baixa |
| TCC | Sintomas afetivos | Forte | Baixa a moderada |
| Análogo de GnRH com reposição hormonal combinada | Adultas com sintomas graves e refratários | Condicional | Moderada |
| Exercício regular | Sintomas físicos e afetivos | Condicional | Baixa |
| Cálcio 1.000 a 1.200 mg/dia | Sintomas físicos e afetivos, em adultas | Condicional | Baixa |
| Ingestão adequada de cálcio | Sintomas físicos, em adolescentes | Condicional | Baixa |
| Acupuntura | Sintomas físicos e afetivos | Condicional | Baixa |
| AINE | Dor pré-menstrual | Condicional | Baixa |
| Educação e estratégias de autocuidado | Abordagem global do quadro | Condicional | Baixa |
Adaptado de ACOG, 2023 [1].
Em resumo
Molimina, SPM e TDPM são graus de um mesmo espectro, e só o registro prospectivo separa a doença do sintoma comum e da piora de outro transtorno. O TDPM é sensibilidade cerebral à flutuação do ciclo, não excesso nem falta de hormônio. O tratamento sobe em degraus: estilo de vida, TCC e cálcio; ISRS e supressão da ovulação, de preferência sem pausa; análogo de GnRH com reposição; cirurgia só depois do teste com análogo. A progesterona não trata o TDPM e pode piorá-lo. E a pergunta sobre suicídio se faz em toda consulta.
O que muda no consultório
- 1Pergunte por ideação suicida em toda paciente com sintomas pré-menstruais moderados a graves.
- 2Entregue o DRSP na primeira consulta e trate só depois de dois ciclos registrados.
- 3Faça a história psiquiátrica completa: sintoma o mês inteiro com piora pré-menstrual é exacerbação, não TDPM.
- 4Suprimindo a ovulação com combinado, prefira drospirenona em regime estendido ou contínuo, sem a pausa de sete dias.
- 5No ISRS, o esquema na fase lútea funciona e evita a retirada; o contínuo pode render um pouco mais e cobre melhor sintoma físico e comorbidade.
- 6Paciente com TDPM que piora com progesterona suspende na hora; quem piorou com o progestagênio do método troca de método.
- 7Cirurgia só depois de dois a três meses de análogo de GnRH com boa resposta, e com terapia hormonal depois.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre TPM, SPM e TDPM?
TPM é o nome popular. Molimina é o sintoma pré-menstrual leve e fisiológico, a SPM é o padrão cíclico com prejuízo real e o TDPM é o extremo afetivo, com pelo menos cinco sintomas, um deles afetivo marcado, e prejuízo comparável ao da depressão maior.
Existe exame de sangue para diagnosticar TDPM?
Não. Os níveis de estradiol e progesterona são semelhantes em mulheres com e sem o transtorno. O diagnóstico é clínico, confirmado por dois ciclos de registro diário prospectivo, e os exames servem apenas para afastar outras causas quando a clínica sugere.
Quanto tempo de diário é preciso antes de tratar?
Dois ciclos consecutivos. O ACOG, o RCOG e a ISPMD concordam nesse ponto, e o RCOG pede o registro antes do tratamento, porque o tratamento pode mascarar o padrão.
ISRS para TDPM precisa ser tomado todo dia?
Não necessariamente. No TDPM, o ISRS age em dias, e o uso só na fase lútea teve resposta semelhante à do contínuo nos ensaios que compararam os dois esquemas. A revisão Cochrane de 2024 sugere que o contínuo reduz um pouco mais os sintomas, e ele cobre melhor os sintomas físicos e as comorbidades; o intermitente evita a síndrome de retirada.
Qual anticoncepcional é melhor para SPM e TDPM?
A formulação mais estudada é drospirenona 3 mg com etinilestradiol 20 mcg, a única aprovada pela FDA para TDPM. O regime estendido ou contínuo evita a pausa de sete dias, que é ela própria uma flutuação. O combinado pode não tratar os sintomas depressivos.
Cálcio e vitamina B6 funcionam na TPM?
O cálcio, 1.000 a 1.200 mg/dia, tem o melhor lastro entre os suplementos e recomendação condicional do ACOG. A vitamina B6 tem evidência de baixa qualidade, com benefício possível até 100 mg/dia e risco de neuropatia em doses maiores; o RCOG a mantém na primeira linha, e o ACOG não faz recomendação sobre ela.
Progesterona trata TPM ou TDPM?
As diretrizes dizem que não: o maior ensaio com progesterona oral foi negativo, as revisões sistemáticas não sustentam o uso, e o ACOG e a ISPMD não a recomendam. Na SPM leve, sem componente afetivo marcado, uso a progesterona cíclica como teste terapêutico, por prática clínica. No TDPM, ela pode piorar o humor, e a piora pede suspensão imediata.
Quando indicar análogo de GnRH ou cirurgia?
O análogo de GnRH com reposição hormonal fica para sintomas graves e refratários em adultas, e também serve como teste diagnóstico de três meses. A histerectomia com ooforectomia bilateral é o último recurso, sempre depois de um teste com análogo que mostre boa resposta.
Referências
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Como citar este artigo
Jacobsen L. SPM e TDPM: diagnóstico e tratamento baseados em evidência. Blog Científico HORMOFEM [Internet]. 2026 nov 8. Disponível em: https://hormofem.com.br/blog/spm-tdpm-diagnostico-tratamento/

Dr. Leonardo Jacobsen
Ginecologia e Obstetrícia · CRM/SC 20930 · RQE 17351
Ginecologista, professor e pesquisador em endocrinologia feminina. Fundador da Escola HORMOFEM e autor do livro Terapia Hormonal Feminina.
Conteúdo educativo destinado a profissionais de saúde. Não substitui a avaliação individual nem estabelece conduta para um caso específico.

