O sangramento intenso da perimenopausa tem duas origens que se somam. Uma é fisiológica: a transição inicial tem estradiol alto e caótico e progesterona baixa, e o endométrio prolifera por mais tempo e descama mal [5, 6]. A outra é doença: pólipo, mioma, adenomiose, hiperplasia e coagulopatia aumentam ou aparecem justamente nessa fase, e o rótulo de fisiológico costuma chegar antes da investigação.
Este texto responde três perguntas: o que é esperado na transição, o que o PALM-COEIN manda excluir antes de tratar e como tratar a causa estrutural, a não estrutural e o episódio agudo, com o ferro corrigido junto. O sangramento é sintoma, e não diagnóstico.
Sangramento intenso na perimenopausa é normal?
É comum, mas comum não é sinônimo de benigno. Mais de 90% das mulheres terão algum sangramento uterino anormal (SUA) nos quatro a oito anos que antecedem a última menstruação, seja por mudança na frequência dos ciclos, seja por fluxo intenso [1]. O SUA responde por mais de 70% das consultas ginecológicas na perimenopausa e na pós-menopausa [2].
No calendário menstrual do SWAN, em 1.320 mulheres acompanhadas por até dez anos com diário menstrual, 77,7% relataram pelo menos três episódios de menstruação com dez dias ou mais, 66,8% tiveram ao menos três episódios de escape de seis dias ou mais e 34,5% tiveram três ou mais dias de fluxo intenso [3].
Mulheres que tiveram ao menos três menstruações de dez dias ou mais durante a transição menopausal, no calendário menstrual do SWAN [3].
Por que a transição sangra mais
A explicação está no ovário que envelhece de forma irregular. Na transição inicial, o recrutamento folicular acelerado pode produzir um segundo pico de estradiol na fase lútea, os eventos LOOP (luteal out-of-phase), presentes em 37% dos ciclos ovulatórios estudados por Hale, com progesterona lútea mais baixa [4]. Os estudos de Prior e de Santoro mostraram que, em média, a perimenopausa inicial tem estradiol mais alto e progesterona mais baixa do que a vida reprodutiva média, e não o contrário [5, 6].
O resultado é um endométrio estimulado por estrogênio por mais tempo, com descamação insuficiente e desorganizada. No consultório, eu separo dois retratos: na perimenopausa inicial, ciclos curtos, fluxo intenso e coágulos; na tardia, ciclos longos e sangramento mais leve, até a amenorreia [7, 8].

Figura 1. Sistema 1 da FIGO: o padrão de sangramento descrito por frequência, duração, regularidade e volume, mais o sangramento intermenstrual e o não programado em uso de hormônio. Em cinza, o anormal. Olhe a linha da regularidade: a variação aceita entre o ciclo mais curto e o mais longo vai até 9 dias entre 42 e 45 anos, e passa a ser irregular a partir de 10. No original em inglês, a linha "<24 dias" saiu rotulada como infrequent, mas corresponde ao ciclo frequente.
Fonte: Jain V, Munro MG, Critchley HOD. Int J Gynaecol Obstet. 2023 [35], Figura 1 (ilustração de Malcolm G. Munro). Artigo de acesso aberto sob licença Creative Commons CC BY 4.0.
Depois dos 45 anos, a própria FIGO reconhece que os distúrbios ovulatórios são frequentes e as normas de regularidade não estão bem definidas [35]. Por isso o Sistema 1 serve de porta de entrada, e não de veredito: ele descreve o sangramento, e o PALM-COEIN procura a causa. O raciocínio completo, da adolescência à pós-menopausa, está no pilar sobre sangramento uterino anormal.
Quais causas investigar na perimenopausa?
A classificação PALM-COEIN da FIGO organiza o raciocínio em dois grupos: causas estruturais (pólipo, adenomiose, leiomioma, malignidade e hiperplasia) e não estruturais (coagulopatia, disfunção ovulatória, causa endometrial, iatrogenia e não classificadas) [9]. A regra que mais erra quando é esquecida: as causas coexistem. A mulher pode ter um mioma e, ao mesmo tempo, sangrar por anovulação.
Tabela 1. As causas do PALM-COEIN na transição menopausal: o que sugere cada uma e como confirmar.
| Causa | O que sugere | Como confirmar |
|---|---|---|
| Pólipo endometrial | Escape intermenstrual, sangramento irregular | Ultrassom transvaginal; histerossonografia; histeroscopia com ressecção |
| Adenomiose | Fluxo intenso com dismenorreia, útero globoso | Ultrassom transvaginal; ressonância nos casos duvidosos |
| Leiomioma | Fluxo intenso; útero aumentado; submucoso sangra mais | Ultrassom com classificação FIGO dos miomas; histerossonografia |
| Hiperplasia ou malignidade | Sangramento persistente ou intermenstrual, fator de risco | Biópsia endometrial ou histeroscopia |
| Coagulopatia | Fluxo intenso desde a menarca, sangramentos em outros sítios | Critérios clínicos de rastreio e avaliação hematológica |
| Disfunção ovulatória | Ciclos irregulares, curtos ou longos | Padrão menstrual, beta-hCG, TSH, prolactina |
| Endometrial | Fluxo intenso cíclico com tudo normal | Diagnóstico de exclusão |
| Iatrogênica | Hormônios, anticoagulantes, outros medicamentos | Revisão da prescrição |
Pólipos, miomas e adenomiose crescem nessa fase
Achados benignos como pólipos e miomas aumentam com a idade e respondem por parte do sangramento da perimenopausa [8]. Por ultrassom sistemático, a incidência cumulativa de miomas aos 50 anos passa de 80% nas mulheres negras e se aproxima de 70% nas brancas [11]. A ideia de que o mioma desaparece com a menopausa é simplista, e a mulher pode passar anos sangrando enquanto espera [7].
O pólipo merece uma nota à parte. Em metanálise de estudos observacionais, a prevalência de lesão pré-maligna ou maligna dentro do pólipo foi de 5,42% na pós-menopausa e de 1,7% na idade reprodutiva, e de 4,15% nas mulheres com sangramento contra 2,16% nas assintomáticas [12].
Coagulopatia não é só de adolescente
Na revisão sistemática de Shankar, a doença de von Willebrand esteve presente em 13% das mulheres com fluxo menstrual intenso [13]. O padrão típico é ciclo regular com fluxo muito volumoso, sem lesão estrutural. Quem sangra muito desde a menarca e chega aos 45 anos sem diagnóstico continua candidata à investigação, e o rastreio é clínico [10].
Tabela 2. Critérios clínicos para investigar distúrbio hemostático hereditário em mulheres adultas com SUA.
| Investigar quando houver |
|---|
| Sangramento menstrual muito intenso desde a menarca |
| Sangramento que exigiu transfusão |
| Uma destas condições: hemorragia pós-parto, sangramento relacionado a cirurgia, sangramento associado a tratamento dentário |
| Duas ou mais destas condições: epistaxe uma a duas vezes por mês, sangramento gengival frequente, equimoses frequentes, história familiar de sangramento |
Adaptado de Bradley e Gueye, 2016 [10].
Eu não conduzo essa investigação sozinho: com critério positivo, encaminho ao hematologista. Até o diagnóstico, o anti-inflamatório não esteroide fica em suspenso, porque seu efeito antiplaquetário pode piorar o sangramento.
Como investigar no consultório?
A história define a maior parte do diagnóstico. Pergunte pelo padrão (frequência, regularidade, duração e volume), por sangramento intermenstrual ou pós-coito, por medicamentos, hormônios e anticoagulantes, por risco de gravidez e de infecção, e pelos fatores de risco para câncer de endométrio: obesidade, anovulação crônica, síndrome dos ovários policísticos, diabetes, uso de tamoxifeno e história familiar de câncer de endométrio ou de cólon (síndrome de Lynch) [7, 8]. O exame especular afasta causa cervical e vaginal e é o momento de colher o citopatológico, se não estiver em dia [8].
Exames laboratoriais
O mínimo é beta-hCG, hemograma, ferritina e TSH; a avaliação de coagulação entra conforme os critérios da Tabela 2 [2, 8]. Eu peço ferritina em toda paciente que se queixa de sangramento, com ou sem anemia, porque a deficiência de ferro precede a queda da hemoglobina e é frequentemente normalizada pela própria paciente e pelo médico [14].
Ultrassom transvaginal, sempre
O ultrassom transvaginal é o primeiro exame de imagem [2, 8]. Prefiro pedi-lo no início do ciclo, com o endométrio fino, quando lesões focais aparecem melhor. Se o endométrio vem espesso, a primeira pergunta é se ele descamou recentemente; Dreisler sugere induzir a descamação com dez dias de acetato de medroxiprogesterona e repetir a imagem [8].
Não há ponto de corte validado para espessura endometrial na perimenopausa, porque o endométrio está, por definição, sob estímulo [8]. Na minha prática, endométrio acima de 12 mm já me faz olhar com mais atenção, e acima de 14 mm na fase lútea eu investigo: ou ele está proliferando demais, ou há lesão dentro da cavidade. É régua de consultório, e não critério de diretriz.
Diante de suspeita de lesão focal, a histerossonografia, com soro ou gel, tem sensibilidade de 95% e especificidade de 88% para lesões focais, comparável à histeroscopia, e rende mais nos primeiros dez dias do ciclo [8].
Quando biopsiar o endométrio
O objetivo da avaliação endometrial é excluir lesão pré-maligna e maligna. A ACOG recomenda amostragem endometrial como exame de primeira linha em toda mulher com SUA a partir dos 45 anos e, antes disso, na exposição estrogênica sem oposição, na falha do tratamento clínico e no SUA persistente [15]; Bradley e Gueye falam em SUA persistente acima dos 45 anos [10]. Na minha prática, a idade sozinha não me leva à biópsia. Eu biopsio o SUA persistente, a falha do tratamento clínico e a mulher com fator de risco para câncer de endométrio, como obesidade, SOP, anovulação crônica, diabetes e uso de tamoxifeno, que pesam cada vez mais depois dos 45 anos [7]. Com ciclo curto, fluxo intenso, ultrassom sem lesão e nenhum fator de risco, começo pelo tratamento; se o sangramento persistir, a paciente vai para a histologia.
A biópsia às cegas subestima lesões focais; diante de pólipo ou mioma submucoso, a histeroscopia com ressecção é o caminho para o diagnóstico [8]. Em 284 mulheres, a biópsia ambulatorial deixou de detectar hiperplasia atípica ou câncer em 6% [8].
Como conduzir quando a causa é estrutural?
O fluxograma do livro resume a lógica: tratar a patologia encontrada e, quando não há patologia que exija intervenção, decidir em conjunto com a paciente, considerando a necessidade de contracepção e a intensidade dos sintomas [7, 16].

Figura 2. Abordagem do sangramento uterino anormal na perimenopausa. Siga da caixa central: exames, ultrassom e biópsia separam três caminhos (anomalia estrutural, hiperplasia ou malignidade, e exames normais). Com exames normais, a decisão passa pela necessidade de contracepção.
Adaptado de: Jacobsen L. Hormofem: terapia hormonal feminina. 4ª ed. São Paulo: Ed. do Autor; 2025. p. 127. ISBN 978-65-01-71472-1 [7], a partir de Delamater e Santoro, 2018 [16].
A minha conduta segue a anatomia. Lesões intrauterinas focais pequenas, como pólipos e miomas submucosos, vão para histeroscopia cirúrgica. Útero volumoso, múltiplos miomas ou endometriose com doença ativa vão para histerectomia, de preferência por laparoscopia. Sem lesão anatômica, o tratamento é hormonal [7]. Mesmo com mioma, o tratamento clínico tem lugar: a FIGO lembra que SIU-LNG, progestagênio oral, combinado e ácido tranexâmico reduzem o sangramento, embora não sejam aprovados especificamente para miomas [42]. Whitaker e Critchley organizam a escolha no mioma pelo sintoma e pela distorção da cavidade (Figura 3) [43].

Figura 3. Tratamento do SUA associado a miomas conforme o sintoma. Nas linhas, a cavidade sem distorção e com distorção; nas colunas, só sangramento, sangramento com sintomas compressivos e prole completa, e sangramento com desejo de gestação. Em amarelo, o tratamento clínico; em azul-claro, o cirúrgico. Repare que o SIU de levonorgestrel (LNG-IUS) só aparece com a cavidade regular, e que, com a cavidade distorcida, a ressecção transcervical do mioma (TCRF) entra entre as cirurgias. P são os progestagênios sistêmicos, EA a ablação endometrial, UAE a embolização das artérias uterinas e MRgFUS o ultrassom focado guiado por ressonância, ainda experimental. O acetato de ulipristal (UPA), presente em várias células, hoje tem como principal preocupação a lesão hepática [42].
Reproduzido de Whitaker e Critchley, 2016 [43], Figura 4, licença CC BY 4.0.
O risco de lesão no pólipo assintomático é baixo [12], e muitos colegas apenas observam o pólipo pequeno. Eu retiro todos: o que sangra tem indicação clara, e o assintomático, na mulher que vai receber terapia hormonal, tende a voltar como sangramento.
Hiperplasia: a atipia muda tudo
Hiperplasia sem atipia se trata com progestagênio, pelo sistema intrauterino de levonorgestrel (SIU-LNG) ou por via oral [8]; minha primeira escolha é o SIU-LNG. Hiperplasia atípica, ou neoplasia intraepitelial endometrial, é lesão pré-maligna verdadeira: no estudo do GOG, 42,6% das mulheres com esse diagnóstico na biópsia já tinham carcinoma na peça de histerectomia [37]. A histerectomia total é o tratamento definitivo [17]. Câncer vai para o oncologista.
O útero doente e a terapia hormonal de amanhã
Há uma decisão que pouca gente discute com a paciente na perimenopausa: o que fazer com o útero muito doente que, com esforço, até se controla agora. Se ela tem útero de 300 ou 400 mL, vários miomas, adenomiose intensa ou endometriose associada, é possível segurar o sangramento com bloqueio por alguns anos. Mas, quando ela entrar na menopausa e precisar de estradiol, esse útero vai sangrar a cada ajuste de dose, por décadas. Nessas mulheres, eu discuto a histerectomia ainda na perimenopausa, em decisão compartilhada. No útero pequeno, com adenomiose leve, eu não indico cirurgia; eu manejo. O quadro da minha aula de miomatose resume quando indicar e quando evitar (Figura 4).

Figura 4. Histerectomia em miomas: quando indicar e quando evitar. À esquerda, em verde, as indicações: sangramento grave com anemia refratária ou transfusão, falha terapêutica de medicamentos, embolização ou ablação, compressão de ureter, bexiga ou intestino, preferência da paciente sem desejo reprodutivo e anatomia que inviabiliza a miomectomia. À direita, em vermelho, quando evitar: a mulher jovem, abaixo de 40 e sobretudo de 35 anos, pelo risco cardiovascular e de mortalidade; a alternativa eficaz ainda não tentada; o desejo de gestar; a dúvida diagnóstica; e a paciente sem aconselhamento adequado. DAC é doença arterial coronariana, e ICC, insuficiência cardíaca congestiva.
Fonte: Jacobsen L. Aula Miomatose uterina: tratamento clínico na visão do ginecologista. Pós-graduação HORMOFEM, Módulo 2, slide 47. Quadro do autor; o risco na mulher jovem está em Laughlin-Tommaso et al., 2018 [39].
Na revisão Cochrane que comparou cirurgia e tratamento clínico, a histerectomia reduziu mais o sangramento em um ano, e o SIU-LNG foi a alternativa à cirurgia para a maioria das mulheres, sem diferença conclusiva de satisfação [18].
Mas, numa coorte de Minnesota acompanhada por mediana de 21,9 anos, a histerectomia com conservação dos ovários se associou a mais hipertensão, dislipidemia, obesidade e doença coronariana (razão de risco de 1,33 para doença coronariana), com efeito maior quando feita até os 35 anos [39]. É estudo observacional, mas é motivo para que a cirurgia seja indicação pelo útero, e não atalho.
Quando ela fica com o útero e os miomas e chega à terapia hormonal, o mioma pode crescer, sobretudo nos dois primeiros anos e com progestagênio em dose alta [47]. Nessas mulheres, uso a menor dose possível, principalmente do progestagênio, acompanho com ultrassom e, se o mioma cresce de forma significativa, considero suspender a terapia hormonal ou operar.
O sangue que se vê é o sinal visível de um ciclo invisível. Antes de silenciar o sintoma, descubra de onde ele vem.
Como tratar o sangramento sem lesão estrutural?
Excluídas as causas estruturais e pré-malignas, o sangramento da perimenopausa costuma ser ovulatório, por flutuação. Aqui o tratamento tem dois objetivos que nem sempre andam juntos: reduzir o volume do fluxo e frear a flutuação que o produz.
Primeiro, reduzir o fluxo: anti-inflamatório e ácido tranexâmico
Os anti-inflamatórios não esteroides reduzem a síntese de prostaglandinas e o volume menstrual, em até 40% segundo a revisão de Bradley e Gueye, e tratam a dismenorreia junto [10]. Na revisão Cochrane, superaram o placebo, mas foram menos eficazes que o ácido tranexâmico e o SIU-LNG, sem diferença entre naproxeno e ácido mefenâmico [19].
O ácido tranexâmico inibe a fibrinólise no endométrio. No ensaio de Lukes, 3,9 g por dia por até cinco dias do fluxo reduziram a perda menstrual em 40,4%, contra 8,2% no placebo, com melhora de atividades sociais, físicas e de trabalho [20]. Na revisão Cochrane, se 11% das mulheres melhoram sem tratamento, de 43% a 63% melhoram com antifibrinolítico [21].
Redução da perda menstrual com ácido tranexâmico por até cinco dias do fluxo, contra 8,2% no placebo [20].
Os dois somam. Para reduzir o fluxo, eu associo ibuprofeno 600 mg ou ácido mefenâmico 500 mg a cada 8 horas com ácido tranexâmico 1 g a cada 8 horas, a partir do primeiro dia de sangramento, por três a cinco dias e nunca mais de sete [7]. É também o primeiro recurso quando a paciente em uso de progestagênio, implante ou SIU sangra além do esperado.
SIU de levonorgestrel: o mais eficaz para o volume
Na metanálise em rede da Cochrane, o SIU-LNG foi o tratamento de primeira linha mais eficaz para reduzir a perda menstrual, seguido do ácido tranexâmico e do progestagênio em ciclo longo [22]. Comparado a outros tratamentos clínicos, reduziu mais o sangramento, melhorou a qualidade de vida e teve menos abandono e menos falha [23]. Bradley e Gueye citam redução de 86% em três meses e de 97% em doze [10]. Não prometa amenorreia: nos estudos, ela gira em torno de 20% em um ano, porque qualquer gota conta como sangramento [7]. Na metanálise de Sergison, ela foi de 0,2% nos primeiros 90 dias e de 18,2% no primeiro ano [44]. O padrão favorável, com escapes esparsos, é o que a maioria vai ter.
Dois limites pesam na perimenopausa. O primeiro é anatômico: cavidade distorcida por mioma submucoso aumenta o risco de expulsão, e eu só coloco o SIU nesse cenário depois da histeroscopia [8]. O segundo é fisiológico: o SIU-LNG protege o endométrio, mas não inibe a ovulação nem as flutuações de estradiol. Se a queixa inclui sintoma cíclico (mastalgia, cefaleia, piora do humor, ciclos LOOP), eu associo uma progestina de bloqueio central. Quando o hipoestrogenismo chega, com fogachos e amenorreia, eu acrescento estradiol transdérmico e mantenho o SIU como proteção endometrial [7, 8].
Bloqueio com progestagênio: quando a flutuação é o problema
No algoritmo de perimenopausa que ensino, a pergunta é sempre a mesma: como estão os ciclos [7]. Na transição inicial, com ciclos presentes, a progesterona micronizada cíclica fica para a mulher com sintomas leves, sem patologia e sem necessidade de contracepção. Sangramento intenso, anemia, adenomiose, miomas volumosos, hiperplasia ou necessidade de contracepção empurram para o bloqueio com progestina [7].

Figura 5. Progesterona cíclica ou bloqueio com progestina na perimenopausa. Repare na lista do bloqueio: patologias graves, como miomas volumosos, hiperplasia e anemia, e a necessidade de contracepção já indicam a progestina.
Fonte: Jacobsen L. Hormofem: terapia hormonal feminina. 4ª ed. São Paulo: Ed. do Autor; 2025. p. 131. ISBN 978-65-01-71472-1 [7].
O racional do bloqueio é inibir o pico de LH e a ovulação, mantendo o estradiol em nível de fase folicular, entre 20 e 60 pg/mL, sem induzir hipoestrogenismo [7]. As pílulas só de progestagênio em dose anovulatória inibem a ovulação em mais de 99% dos ciclos e mantêm o estradiol endógeno na faixa fisiológica [1]. Eu uso dienogeste 2 mg, drospirenona 4 mg ou desogestrel 75 mcg contínuos; a noretisterona também cabe, com o custo metabólico de uma progestina androgênica. Quando o bloqueio oral não é tolerado ou não bloqueia, a gestrinona é outra opção que ensino na aula de perimenopausa: uma progestina antigonadotrófica, capaz de suprimir a ovulação [24]. Não há ensaio dela no SUA da perimenopausa, e revisões europeias a deixam de lado no tratamento de miomas pelos efeitos adversos [8]; é posição minha, de prática clínica, e ela não garante contracepção.
Duas armadilhas comuns nessa fase. A primeira é entrar com estradiol transdérmico e progesterona micronizada na mulher que ainda menstrua: essa combinação não inibe o eixo, a flutuação continua e ela segue sangrando [7]. A segunda é usar progestagênio só na fase lútea para controlar fluxo intenso: na revisão Cochrane, o esquema curto foi inferior a outros tratamentos, e o ciclo longo, do 5º ao 26º dia, ficou abaixo do SIU-LNG e do ácido tranexâmico [25].
E o contraceptivo combinado?
Funciona. Na revisão Cochrane, o combinado oral levou ao controle do fluxo intenso de 12% a 77% das mulheres, contra 3% no placebo, e foi menos eficaz que o SIU-LNG [26]. A formulação com valerato de estradiol e dienogeste em esquema dinâmico reduziu a perda menstrual em 64,2%, contra 7,8% no placebo, com melhora de hemoglobina e ferritina [27].
Na minha prática, porém, dificilmente uso combinado acima dos 40 a 45 anos. A idade soma obesidade, hipertensão e tabagismo ao risco tromboembólico do etinilestradiol, e a progestina isolada trata o sangramento sem ele [7]. Se o combinado for a escolha, prefiro as formulações com estradiol, e ele não passa dos 50 anos [7].
Tabela 3. Opções para o sangramento sem lesão estrutural na perimenopausa.
| Opção | Efeito no fluxo | Inibe a ovulação | Contracepção | Observação |
|---|---|---|---|---|
| Anti-inflamatório não esteroide | Redução de até 40% | Não | Não | Trata a dismenorreia; evitar na suspeita de coagulopatia |
| Ácido tranexâmico | Redução de 40% no ensaio pivotal | Não | Não | Só nos dias de fluxo; fora na trombose prévia |
| SIU de levonorgestrel 52 mg | Redução de 86% em 3 meses e 97% em 12 | Não | Sim | Mais eficaz na rede da Cochrane; cavidade regular |
| Progestagênio oral contínuo | Reduz o fluxo; escape inicial frequente | Sim, em dose anovulatória | Dienogeste, drospirenona e desogestrel, sim | Bloqueia a flutuação mantendo estradiol folicular |
| Combinado com estradiol ou etinilestradiol | Controle em 12% a 77% | Sim | Sim | Risco tromboembólico; até os 50 anos |
| Progesterona micronizada cíclica | Insuficiente no fluxo intenso | Não | Não | Para sintomas leves, sem patologia |
Fontes da tabela: [1, 10, 20, 22, 25, 26].
E quando o sangramento é agudo e volumoso?
A ordem é estabilizar, excluir gravidez e parar o sangramento, depois manter. A ACOG propõe, para a mulher estável, estrogênio conjugado endovenoso, esquemas de doses múltiplas de combinado oral ou de progestagênio oral e ácido tranexâmico, com cirurgia para quem está instável, não responde ou não é candidata ao tratamento clínico [28]. No ensaio de DeVore, o estrogênio conjugado endovenoso parou o sangramento em 72% das mulheres, contra 38% do placebo, mesmo com pólipo ou hiperplasia [29]. No ensaio de Munro, o acetato de medroxiprogesterona e o combinado oral em doses múltiplas pararam o sangramento em 76% e 88%, com mediana de três dias [30].
No consultório, os esquemas que o livro adota são o combinado com 30 mcg de etinilestradiol a cada 8 horas por três dias, a cada 12 horas por mais três e depois uma vez ao dia, ou o acetato de noretisterona 10 mg a cada 6 horas por quatro dias, a cada 8 horas por três e a cada 12 horas por duas semanas, antes de passar a uma progestina de manutenção [7, 31]. A evidência é limitada, com poucos estudos comparativos [31]. A bula do ácido tranexâmico desaconselha associá-lo ao combinado oral, por risco teórico de trombose; no episódio agudo, eu associo os dois, com o tranexâmico pelos primeiros cinco dias, porque o risco absoluto é muito baixo [36] e parar o sangramento é a prioridade. O episódio agudo não termina quando o sangramento para: ele termina quando a causa foi investigada e a manutenção, definida [28].
Sem resposta ao tratamento clínico, a saída é cirúrgica. No serviço de porta aberta da minha residência, era a curetagem: ela para o sangramento e já traz material para a histologia, e a histerectomia ficava programada para depois; nunca fiz histerectomia de urgência.
Os esquemas do protocolo da Febrasgo, com ataque e manutenção, estão na Tabela 4 [45].
Tabela 4. Esquemas hormonais orais para o sangramento uterino anormal agudo no protocolo da Febrasgo.
| Medicamento | Dose de ataque | Dose de manutenção |
|---|---|---|
| Contraceptivo combinado (etinilestradiol 30 mcg com noretisterona, levonorgestrel ou gestodeno) | 1 comprimido a cada 6 a 8 horas até parar o sangramento, mantendo por pelo menos 2 dias | 1 comprimido ao dia por 3 a 6 semanas, ou 1 a cada 8 horas por 2 a 7 dias, depois 1 a cada 12 horas por 2 a 7 dias e então 1 ao dia até completar pelo menos 4 semanas |
| Acetato de medroxiprogesterona | 60 a 120 mg ao dia até parar o sangramento, por pelo menos 2 dias | 20 a 40 mg ao dia por 3 a 6 semanas |
| Acetato de medroxiprogesterona, esquema regressivo | 10 mg a cada 4 horas até parar o sangramento | 10 mg a cada 6 horas por 4 dias, a cada 8 horas por 3 dias e a cada 12 horas por 2 dias, durante 2 semanas; depois, 1 vez ao dia por 3 a 6 semanas |
| Noretisterona | 5 a 15 mg ao dia até parar o sangramento, por pelo menos 2 dias | 5 a 10 mg ao dia por 3 a 6 semanas |
| Noretisterona, esquema regressivo | 5 a 10 mg a cada 4 horas até parar o sangramento | A mesma dose a cada 6 horas por 4 dias, a cada 8 horas por 3 dias e a cada 12 horas por 2 dias; depois, 1 vez ao dia por 3 a 6 semanas |
| Megestrol | 80 a 160 mg ao dia até parar o sangramento, por pelo menos 2 dias | 40 a 80 mg ao dia por 3 a 6 semanas |
Adaptado de Febrasgo, 2021 [45], Quadros 3 e 4. No combinado, o protocolo pede ausência de contraindicação ao estrogênio, lembra que a náusea é o principal efeito e manda reavaliar a resposta em 48 a 72 horas; a medroxiprogesterona oral tem disponibilidade limitada no Brasil.
Como corrigir a deficiência de ferro?
O sangramento menstrual intenso é o principal motor da deficiência de ferro na mulher, com ou sem anemia, e os dois prejudicam a qualidade de vida, a cognição e o trabalho [14]. Ferritina abaixo de 30 ng/mL é deficiência de ferro, ainda que a hemoglobina esteja normal: no posicionamento da Febrasgo, esse corte tem sensibilidade de 92% e especificidade de 98% [40]. Com inflamação, a ferritina pode enganar; a saturação de transferrina abaixo de 20% ajuda a confirmar [32], e a Febrasgo sugere dividir a ferritina por três, com valor resultante de até 20 ng/mL sugerindo deficiência associada [40].
Entre 22 diretrizes, só três recomendam a ferritina de rotina no fluxo intenso [32]. Eu peço para todas, porque a deficiência sem anemia já tira qualidade de vida [14].
O ferro oral é a primeira linha, em dose única diária. Doses repetidas e fracionadas elevam a hepcidina e reduzem a absorção da dose seguinte; em mulheres com estoque baixo, dar o ferro em dias alternados aumentou a absorção total [33]. O ferro endovenoso entra quando há intolerância, falta de resposta em cerca de três meses, perda que supera a reposição, necessidade de correção rápida ou cirurgia programada [32]. Na minha prática, ele é prescrição semanal, e a reação anafilática verdadeira é rara. As três formulações do posicionamento da Febrasgo estão na Tabela 5 [46].
Tabela 5. Formulações de ferro endovenoso no posicionamento da Febrasgo sobre SUA e deficiência de ferro.
| Parâmetro | Sacarato de óxido férrico | Carboximaltose férrica | Derisomaltose férrica |
|---|---|---|---|
| Concentração | 20 mg/mL | 50 mg/mL | 100 mg/mL |
| Dose total | Calculada pela deficiência de ferro (fórmula na nota); em média, 100 a 200 mg uma a três vezes por semana | Hb abaixo de 10 g/dL: 1.500 mg (35 a 70 kg) ou 2.000 mg (acima de 70 kg). Hb acima de 10 g/dL: 1.000 mg (35 a 70 kg) ou 1.500 mg (acima de 70 kg) | Calculada pela deficiência de ferro (fórmula na nota); em média, as mesmas faixas da carboximaltose |
| Dose única máxima | 200 mg por dia | 1.000 mg por dia, até uma vez por semana | 500 mg por dia, até três vezes por semana |
| Tempo de infusão | Pelo menos 1 hora | 15 minutos | 15 minutos |
| Categoria de risco na gestação | B | B | B |
Adaptado de Febrasgo, 2024 [46], Quadro 5 (edição em português do posicionamento [40]). Hb: hemoglobina. Fórmula: deficiência total de ferro (mg) = [peso (kg) × queda de hemoglobina (g/dL) × 2,4] + reservas de ferro (mg).
O que conta é o ferro elementar: 500 mg são cinco ampolas de sacarato ou uma de carboximaltose, que cabe em dose maior por sessão e custa mais. Minha prescrição padrão é uma ampola de carboximaltose (500 mg) e reavaliação; na deficiência crônica e grave, faço duas de uma vez. Com o sacarato, faço duas ampolas (200 mg) por sessão, semanais, e reavalio depois de três sessões. Na carboximaltose, escrevo infusão em pelo menos 30 minutos em 250 mL de soro; no sacarato, de 30 minutos a 1 hora, porque a bula aceita 30 minutos para 200 mg e a Febrasgo pede 1 hora.
Quando a conduta muda?
- Instabilidade ou anemia grave. Pede tratamento imediato e, se não houver resposta, cirurgia: curetagem, ablação, embolização das artérias uterinas ou histerectomia [28].
- Hiperplasia atípica ou câncer. A conduta deixa de ser clínica: histerectomia ou encaminhamento oncológico [17].
- Sangramento intermenstrual ou pós-coito persistente. É sinal de alerta; pede exame especular, citologia, imagem e histologia [8].
- Anticoagulação. O fluxo costuma aumentar depois de iniciado o anticoagulante [10]. O SIU-LNG e o progestagênio oral são as primeiras opções; quando a anticoagulação é por trombose, ácido tranexâmico e combinado ficam de fora [10, 34].
- Falha do tratamento clínico ou útero muito doente. O passo seguinte é cirúrgico. A ablação endometrial é menos invasiva, mas, na Cochrane, levou a nova cirurgia em cerca de 13% [38]; eu não a indico com alto risco de câncer de endométrio, porque dificulta avaliar o endométrio depois [2].
- Doze meses de amenorreia e novo sangramento. Já é sangramento pós-menopausa e segue outra investigação: pela ACOG 2026, ultrassom com amostragem endometrial na maioria, e ultrassom isolado com eco de até 4 mm só em caso selecionado [41]. Os detalhes estão no pilar sobre sangramento uterino anormal.
Erros mais comuns
São os que mais vejo chegar ao consultório e os que eu listo na aula de SUA:
- Prescrever anticoncepcional sem investigar. O sangramento para, mas a causa continua lá, escondida.
- Esquecer a biópsia quando ela é devida, no sangramento persistente, na falha do tratamento ou com fator de risco [7, 15].
- Não separar causa estrutural de funcional, e tratar mioma pequeno quando o problema é a anovulação, ou o contrário [9].
- Encerrar a investigação com o ultrassom normal, sem pensar em coagulopatia, ovulação e iatrogenia [10].
- Não pedir ferritina e deixar a deficiência de ferro sem diagnóstico porque a hemoglobina está normal [14, 40].
Em resumo
O sangramento intenso é frequente na perimenopausa porque a transição inicial tem estradiol alto e caótico e progesterona baixa, mas pólipos, miomas, adenomiose, hiperplasia e coagulopatia crescem na mesma fase. A investigação vem antes do tratamento. Lesão focal vai para histeroscopia, útero muito doente merece a conversa sobre histerectomia, e o sangramento sem lesão se trata reduzindo o fluxo e freando a flutuação, com SIU-LNG ou bloqueio com progestina. O ferro se corrige junto, e não depois. Não existe protocolo para o sangramento da transição; existe raciocínio clínico aplicado a cada mulher.
O que muda no consultório
- 1Ultrassom normal não encerra a investigação: ele não vê coagulopatia, disfunção ovulatória nem iatrogenia.
- 2Peça ferritina em toda paciente que sangra muito; abaixo de 30 ng/mL é deficiência de ferro, mesmo com hemoglobina normal.
- 3Para reduzir o fluxo, associe anti-inflamatório e ácido tranexâmico 1 g a cada 8 horas nos dias de sangramento, por até cinco dias.
- 4Na perimenopausa inicial com fluxo intenso, prefira o bloqueio com progestina à progesterona cíclica, e avise do escape nos três primeiros meses.
- 5A idade sozinha não me leva à biópsia: biopsio o SUA persistente, a falha do tratamento clínico e a mulher com fator de risco para câncer de endométrio.
- 6O SIU-LNG não inibe a ovulação: com sintoma cíclico associado, some uma progestina de bloqueio central.
- 7Com útero muito doente, discuta a histerectomia ainda na perimenopausa, antes que a terapia hormonal da menopausa vire anos de sangramento.
Perguntas frequentes
Sangramento intenso na perimenopausa é normal?
É comum, porque a transição inicial tem estradiol alto e flutuante e progesterona baixa. Mas pólipos, miomas, adenomiose, hiperplasia e coagulopatia aumentam na mesma fase, e por isso o sangramento precisa ser investigado antes de ser chamado de fisiológico.
Quais exames pedir para sangramento uterino anormal na perimenopausa?
Beta-hCG, hemograma, ferritina e TSH, avaliação de coagulação quando os critérios clínicos indicam, e ultrassom transvaginal como primeiro exame de imagem. Histerossonografia ou histeroscopia entram na suspeita de lesão focal, e biópsia no sangramento persistente ou com fator de risco.
Quando fazer biópsia de endométrio na perimenopausa?
A ACOG indica amostragem como primeira linha a partir dos 45 anos. Na prática do HORMOFEM, a idade sozinha não basta: biopsia-se o sangramento persistente, a falha do tratamento clínico e a mulher com fator de risco para câncer de endométrio, como obesidade, SOP, anovulação crônica, diabetes ou uso de tamoxifeno, que pesam mais depois dos 45 anos. Diante de lesão focal no ultrassom, a histeroscopia é melhor que a biópsia às cegas.
Qual o tratamento mais eficaz para sangramento intenso sem lesão estrutural?
O SIU de levonorgestrel foi o mais eficaz para reduzir o volume na metanálise em rede da Cochrane, seguido do ácido tranexâmico e do progestagênio em ciclo longo. Ele não inibe a ovulação; se a flutuação também causa sintomas, a progestina de bloqueio entra junto.
Ácido tranexâmico aumenta o risco de trombose?
Nos ensaios reunidos pela Cochrane não houve sinal de aumento, mas poucos estudos mediram esse desfecho. Num registro dinamarquês de 2 milhões de mulheres, o risco relativo de tromboembolismo venoso subiu, mas o risco absoluto foi muito baixo: seria preciso tratar cerca de 78 mil mulheres por cinco dias para um evento a mais. Ele fica de fora em quem tem trombose atual ou prévia e é usado só nos dias de fluxo, por no máximo cinco a sete dias.
Progesterona micronizada resolve o sangramento intenso da perimenopausa?
Em geral, não. A progesterona cíclica serve para sintomas leves sem patologia, e não inibe o eixo. Com fluxo intenso, anemia, mioma, adenomiose ou necessidade de contracepção, a indicação é o bloqueio com progestina ou o SIU de levonorgestrel.
Mioma regride na menopausa?
Nem sempre, e a mulher pode passar anos sangrando enquanto espera. Com útero muito aumentado, múltiplos miomas ou adenomiose intensa, a histerectomia merece discussão ainda na perimenopausa, porque a terapia hormonal futura tende a reacender o sangramento.
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Como citar este artigo
Jacobsen L. Sangramento intenso na perimenopausa: o que investigar e como tratar. Blog Científico HORMOFEM [Internet]. 2026 nov 8. Disponível em: https://hormofem.com.br/blog/sangramento-intenso-perimenopausa-investigar-tratar/

Dr. Leonardo Jacobsen
Ginecologia e Obstetrícia · CRM/SC 20930 · RQE 17351
Ginecologista, professor e pesquisador em endocrinologia feminina. Fundador da Escola HORMOFEM e autor do livro Terapia Hormonal Feminina.
Conteúdo educativo destinado a profissionais de saúde. Não substitui a avaliação individual nem estabelece conduta para um caso específico.
