O estrogênio da reposição é o estradiol 17-beta. A resposta útil exige entender por que os estrogênios não são intercambiáveis: estrona, estriol, estetrol, etinilestradiol e estrogênios conjugados diferem em potência, receptor preferido e destino no fígado, e nenhum deles faz o papel do estradiol. E exige uma segunda ideia, tão importante quanto a primeira: a via de administração pesa tanto quanto a molécula, porque o mesmo estradiol que entra pela pele sem custo hepático vira estrona, mexe na coagulação e aumenta a trombose quando é engolido.
Este texto é a base farmacológica que eu uso para todo o resto: perimenopausa, predominância estrogênica, terapia hormonal. Quem já domina a prescrição pode ir direto ao texto sobre terapia hormonal da menopausa. Aqui o assunto é o que vem antes: quem é cada estrogênio, onde ele age, o que o fígado faz com ele e o que muda quando ele entra pela boca, pela pele, pela vagina ou por um implante.
Quais são os tipos de estrogênio?
Os estrogênios naturais da mulher são quatro, todos construídos sobre o mesmo esqueleto de 18 carbonos, o estrano: estrona (E1), estradiol (E2), estriol (E3) e estetrol (E4) [1]. O número indica quantas hidroxilas a molécula carrega, e essa diferença pequena muda potência, receptor preferido e destino metabólico.

Figura 1. Estrutura química dos quatro estrogênios naturais: estrona (E1), estradiol (E2), estriol (E3) e estetrol (E4). Conte os grupos OH: um na estrona, que tem uma cetona (C=O) no carbono 17; dois no estradiol (carbonos 3 e 17); três no estriol (o terceiro no carbono 16); quatro no estetrol (o quarto no carbono 15). O anel A aromático, com a hidroxila no carbono 3, é comum a todos.
Fonte: Gérard C, Foidart JM. Drugs R D. 2023;23(2):77-92, Figura 1 [29]. Artigo de acesso aberto, licença CC BY-NC 4.0; rótulos em inglês no original.
Estradiol: o hormônio que governa
O estradiol é o estrogênio mais potente e o principal produto do ovário. Mais de 90% dele vem das células da granulosa, que aromatizam os androgênios produzidos na teca [1]. Pequenas quantidades se formam também no tecido adiposo, no cérebro, no osso, na pele e na mama, mas essa produção é sobretudo local, para uso do próprio tecido; o tecido adiposo é o único sítio extragonadal que contribui de forma relevante para o estradiol circulante, em torno de 5% [1, 2]. É por isso que a mulher obesa na pós-menopausa é mais estrogenizada, e que a adiposidade pesa no risco de câncer de mama e de endométrio [2].
Uma consequência prática que eu repito em toda turma: testosterona não substitui estradiol. Nas mulheres, só cerca de 0,15% da testosterona circulante reaparece no sangue como estradiol [3]. Com testosterona de 100 ng/dL, isso dá algo como meio picograma de estradiol por mililitro [1]. A regra número 1 da terapia hormonal continua sendo estrogenizar a paciente.
Estrona: fraca, mas abundante na pós-menopausa
A estrona tem cerca de 10% da potência do estradiol e circula como reservatório: a 17-beta-hidroxiesteroide desidrogenase tipo 1 a converte em estradiol, a tipo 2 faz o caminho inverso, e a sulfotransferase a guarda como sulfato de estrona, que a sulfatase pode reativar [1, 4]. Depois da menopausa, com o ovário silencioso, a estrona passa a ser o estrogênio predominante, vinda da aromatização da androstenediona no tecido adiposo [1].
Estriol e estetrol: estrogênios de gestação
Fora da gravidez, o estriol não é produzido por glândula nenhuma: é metabólito do estradiol e da estrona, formado no fígado pela 16-alfa-hidroxilação, e seus níveis no sangue são muito baixos [1]. Na gestação, a placenta o produz em grande quantidade a partir do sulfato de DHEA fetal [1]. O estetrol vai além: é fabricado pelo fígado fetal, e a mulher adulta não o produz [1, 5]. Os dois voltam com detalhe mais adiante.
Sintéticos e conjugados: etinilestradiol e estrogênios equinos
O etinilestradiol é o estrogênio da maioria dos anticoncepcionais. O grupo etinil no carbono 17 impede a inativação pela 17-beta-HSD e bloqueia a 16-alfa-hidroxilação; o resultado é uma molécula que resiste ao metabolismo hepático e estimula com força a síntese de proteínas no fígado, como SHBG, globulina ligadora de corticoide, globulina ligadora de tiroxina e angiotensinogênio [6]. Diferente do estradiol, ele não se liga à SHBG [6].
Os estrogênios equinos conjugados, usados no WHI, são uma mistura extraída da urina de éguas prenhes: mais de dez compostos estrogênicos, a maioria sulfato de estrona e sulfato de equilina, com cerca de 1% de estradiol 17-beta [1, 7]. Vários componentes não existem na mulher, funcionam como pró-fármacos e têm meia-vida e potência próprias, o que torna a resposta imprevisível e impossível de monitorar no sangue [1, 7]. Por isso não tenho por que usar estrogênio conjugado hoje: ele não tem versão transdérmica, não se dosa no sangue, e o estradiol entrega os mesmos benefícios [1]. Numa comparação direta entre usuárias de estrogênio oral, o conjugado se associou a risco de trombose venosa duas vezes maior que o estradiol (OR 2,08; IC 95% 1,02 a 4,27), com um marcador de coagulação que apontou na mesma direção [8]. Na Figura 2, dos dez estrogênios equinos, só a estrona e o estradiol 17-beta são estrogênios humanos clássicos [7, 37].

Figura 2. Estrutura dos estrogênios equinos, agrupados pelo que carregam no carbono 17: cetona (17-ceto), hidroxila em beta ou hidroxila em alfa. Compare com a Figura 1: equilina, equilenina e seus derivados têm duplas ligações a mais no anel B, que a mulher não fabrica. É dessa família que vem a mistura do estrogênio conjugado [7].
Reproduzido de Stanczyk et al., 2025 [37], licença CC BY 4.0; rótulos em inglês no original.
Tabela 1. Os estrogênios na prática clínica: origem, potência, receptor e uso.
| Estrogênio | Origem | Potência e comportamento | Receptor preferencial | Uso clínico |
|---|---|---|---|---|
| Estradiol (E2) | Ovário (mais de 90% na vida reprodutiva) | O mais potente; referência | Alfa e beta na mesma proporção | Reposição hormonal; alguns anticoncepcionais (estradiol ou valerato) |
| Estrona (E1) | Ovário e aromatização no tecido adiposo | Cerca de 10% do estradiol; reservatório | Alfa (cerca de 5 para 1) | Não se prescreve; predomina na pós-menopausa e com estradiol oral |
| Estriol (E3) | Metabólito hepático; placenta na gestação | O mais fraco dos três clássicos; ação curta | Beta (cerca de 3 para 1, in vitro) | Uso vaginal na síndrome geniturinária |
| Estetrol (E4) | Fígado fetal | Fraco; pouco efeito hepático | Alfa nuclear, sem ativar o alfa de membrana em alguns tecidos | Anticoncepcional com drospirenona; menopausa em estudo |
| Etinilestradiol | Sintético | Alta potência hepática; resiste à inativação | Alfa e beta | Anticoncepcionais |
| Estrogênios equinos conjugados | Urina de éguas prenhes | Mistura variável; parte não existe na mulher | Variável | Terapia hormonal histórica; não recomendo |
Adaptado de Jacobsen, 2025 [1], Kuhl, 2005 [4], Stanczyk et al., 2013 [6], Bhavnani e Stanczyk, 2014 [7], Zhu et al., 2006 [9] e Gérard et al., 2022 [5].
Receptores alfa, beta e GPER: por que o mesmo hormônio age diferente em cada tecido?
Os dois receptores clássicos são o alfa (gene ESR1) e o beta (gene ESR2), dentro da célula: no citoplasma, no núcleo e na mitocôndria [1, 10]. O alfa se associa sobretudo à proliferação, como no endométrio e na mama; o beta tende a ter efeito antiproliferativo e modulador, contrabalançando o alfa [1]. A divisão "alfa nos tecidos reprodutivos, beta no resto" é didática e incompleta, porque muitos tecidos expressam os dois [1, 10]. Na membrana fica o GPER1, receptor acoplado à proteína G, presente no sistema nervoso, no sistema cardiovascular, no osso e em células imunológicas [1, 10].

Figura 3. O que o estrogênio faz em cada tecido, que estrogênio o tecido produz localmente e quais receptores expressa. Note que fígado e mama aparecem com predomínio do receptor alfa, e intestino e células imunológicas com o beta.
Fonte: Jacobsen L. Hormofem: terapia hormonal feminina. 4ª ed. São Paulo: Ed. do Autor; 2025. ISBN 978-65-01-71472-1 [1]. Ilustração do livro (Figura 1.6), adaptada de Morselli et al., 2017, Gersh et al., 2021, e Farkas et al., 2022 [10].
Cada estrogênio ativa esses receptores numa proporção própria. No estudo de afinidade de Zhu e colaboradores, o estradiol se ligou igualmente aos dois; a estrona preferiu o alfa, numa proporção de cerca de 5 para 1; o estriol preferiu o beta, cerca de 3 para 1 [9]. É desse dado de laboratório que nasceu a fama do estriol como "estrogênio protetor", e ele não sobrevive ao teste clínico, como se verá adiante [1].
Isso muda a conversa no consultório. Eu aviso a paciente que, no primeiro mês, o calorão e o sono melhoram antes, e que a mucosa vaginal, a pele e o cabelo vão precisar de dois, três, quatro meses [1]. Sem esse aviso, ela volta em 30 dias dizendo que "a vagina não melhorou" e abandona um tratamento que estava funcionando.
O que a primeira passagem hepática faz com o estrogênio oral?
Quando o estradiol é engolido, ele passa pelo intestino e pelo fígado antes de chegar à circulação. Cerca de 95% é metabolizado no caminho, e a biodisponibilidade fica em torno de 5%, com variação de 0,1% a 12% entre estudos e entre mulheres [1, 4]. O que chega é sobretudo estrona e conjugados de estrona, que formam um reservatório do qual o estradiol é regenerado [1, 6].
Até cinco vezes mais estrona circulante com estradiol oral, e sulfato de estrona até 10 a 20 vezes maior, do que com estradiol transdérmico em doses comparáveis ou até maiores [11].
Essa estrona extra tem duas implicações. A primeira é laboratorial: com estradiol oral, o estradiol sérico não é confiável para ajustar dose, porque o metabólito dominante é a estrona [1, 11]. A segunda é biológica: a diretriz da Endocrine Society diz que os efeitos desse excesso de estrona e sulfato de estrona são desconhecidos [11]. No livro, eu discuto por que considero esse excesso indesejável, sobretudo na mulher com metilação deficiente ou inflamação, mas é raciocínio fisiopatológico, não desfecho medido [1].
O fígado também responde ao pico de estrogênio que o atravessa. O estrogênio oral aumenta SHBG (com queda da testosterona livre), globulina ligadora de tiroxina (o T4 total sobe, e quem usa levotiroxina pode precisar de ajuste), globulina ligadora de cortisol, angiotensinogênio, triglicerídeos, proteína C reativa e fatores de coagulação, e reduz o IGF-1 [1, 4]. Pela pele, esse efeito praticamente desaparece [4].

Figura 4. O preço da primeira passagem hepática. Biodisponibilidade baixa, excesso de estrona, proteínas hepáticas, coagulação, triglicerídeos e angiotensinogênio aumentados.
Fonte: Jacobsen L. Hormofem: terapia hormonal feminina. 4ª ed. São Paulo: Ed. do Autor; 2025. ISBN 978-65-01-71472-1 [1]. Ilustração do livro (Figura 6.8), com base em Kuhl, 2005 [4], e Stuenkel et al., 2015 [11], entre outros.
Onde essa diferença vira desfecho clínico é no tromboembolismo venoso. No estudo ESTHER, o estrogênio oral multiplicou por 4,2 a chance de tromboembolismo, e o transdérmico não a alterou [12]. O sinal se repete em todas as escalas: nos bancos britânicos com mais de 80 mil casos [13], na metanálise de Canonico [30], na metanálise encomendada para a diretriz da Endocrine Society [31] e numa metanálise brasileira, do grupo de Porto Alegre, com 22 estudos [32]. O risco da via oral é maior no primeiro ano de uso e soma-se à obesidade e às mutações trombogênicas, enquanto o transdérmico não parece acrescentar risco nessas mulheres [30].
Tabela 2. Estrogênio oral e transdérmico: o que os principais estudos observacionais mostram.
| Estudo | Desenho | Desfecho | Via oral | Via transdérmica |
|---|---|---|---|---|
| ESTHER, 2007 [12] | Caso-controle, França | Tromboembolismo venoso | OR 4,2 (1,5 a 11,6) | OR 0,9 (0,4 a 2,1) |
| Canonico et al., 2008 [30] | Metanálise de estudos observacionais | Primeiro tromboembolismo venoso | OR 2,5 (1,9 a 3,4); no primeiro ano, 4,0 | OR 1,2 (0,9 a 1,7) |
| Vinogradova et al., 2019 [13] | Caso-controle aninhado, bancos britânicos | Tromboembolismo venoso | OR 1,58 (1,52 a 1,64) | OR 0,93 (0,87 a 1,01) |
| Rovinski et al., 2018 [32] | Metanálise, 22 estudos (Brasil) | Tromboembolismo venoso | OR 1,72 (1,47 a 2,01) | OR 0,97 (0,90 a 1,06) |
| Renoux et al., 2010 [33] | Caso-controle aninhado, Reino Unido | AVC | RR 1,28 (1,15 a 1,42) | Adesivo de baixa dose: RR 0,81 (0,62 a 1,05); alta dose: RR 1,89 (1,15 a 3,11) |
Riscos comparados com não usuárias; entre parênteses, IC 95%. Adaptado dos estudos citados.
Dois detalhes da tabela merecem atenção. No AVC, o adesivo de alta dose perdeu a vantagem, o que lembra que via não é salvo-conduto para dose alta sem critério [33]. E na comparação direta entre as vias, a metanálise da Endocrine Society estimou risco de tromboembolismo 63% maior com a oral (RR 1,63; IC 95% 1,40 a 1,90), sem diferença em infarto, com evidência de baixa confiança por ser toda observacional [31]. A posição de 2022 da Menopause Society reconhece o menor risco da via transdérmica, com a mesma ressalva [14].
O estrogênio certo pela via errada continua sendo uma escolha errada.
Quais são as vias de administração, e o que cada uma ganha e perde?
Não existe uma via que sirva a todas. O meu papel é apresentar as opções com vantagens, desvantagens, riscos e custo, e deixar a paciente escolher informada; se ela pedir minha opinião, eu dou [1]. Para fogachos, oral e transdérmica têm eficácia semelhante [14]. O que muda é o perfil de segurança, a estabilidade dos níveis e a praticidade.
Oral
A via oral é prática, barata e extensamente estudada. Ela faz pico em 4 a 6 horas e vale depois, com o metabolismo hepático já descrito [1]. O valerato de estradiol é um éster que o intestino e o fígado hidrolisam em estradiol 17-beta, com farmacocinética semelhante à do estradiol micronizado [1, 4]; 2 mg de valerato equivalem a cerca de 1,5 mg de estradiol [1]. É isomolecular depois da hidrólise, mas, se tenho estradiol oral de 1 mg, não vejo por que prescrever valerato na reposição. Eu tenho, sim, paciente em via oral: uma senhora de baixa renda, sem fator de risco, que não conseguiria comprar gel nem voltar para ajustes frequentes. É exceção consciente. Se tenho como usar uma via não oral, não tenho por que usar a oral, e na mulher com hipertensão, obesidade, tabagismo, hipertrigliceridemia, colelitíase, síndrome metabólica ou risco de trombose, a via oral sai da mesa [1, 14].
Transdérmica: gel, adesivo e spray
O estradiol é potente e circula em concentrações de picogramas, por isso funciona bem pela pele: basta absorver cerca de 10% da dose aplicada [1]. A pele e o subcutâneo funcionam como reservatório, e os níveis ficam relativamente estáveis nas 24 horas, sem o pico e vale da via oral; a proporção estradiol para estrona fica perto de 1 para 1, como na mulher na pré-menopausa [1, 4].
- Gel. É a minha primeira opção. Atinge o estado de equilíbrio em 3 a 5 dias, o que permite dosar o estradiol com uma semana de uso [1]. Num estudo cruzado, 1 mg de gel equivaleu em absorção a um adesivo de 50 mcg/dia (Figura 5) [15]. Oriento aplicar em área de um a dois palmos, deixar secar, não lavar o local por pelo menos uma hora e não passar hidratante no mesmo lugar [1]. Prefiro a face interna da coxa; o braço é alternativa válida, porque nenhum estudo mostrou aumento de risco mamário por aplicar ali [1].
- Adesivo. Os adesivos de matriz liberam o estradiol de forma constante e podem ser cortados para pequenos ajustes [1]. Irritação local, descolamento no calor e no banho e a restrição de sol sobre o adesivo pesam num país tropical [1].
- Spray. Seca em cerca de um minuto e tem baixo risco de transferência, mas, nos estudos de farmacocinética, a absorção não subiu proporcionalmente à dose, e o frasco não trava ao fim das doses válidas [1]. Não converta spray por número de doses de gel. É mais uma opção, não a solução.

Figura 5. Gel de estradiol 1 mg/dia contra adesivo de matriz de 50 mcg/dia, no estado de equilíbrio, em 24 mulheres (estudo cruzado). O gel sobe e desce dentro de cada dia; o adesivo sobe no primeiro dia e cai devagar até a troca, com vale mais baixo (21 contra 29 pg/mL). A média ficou parecida, mas olhe o quadro: o pico variou 11 vezes entre as mulheres com gel e 7 vezes com adesivo.
Fonte: Escola HORMOFEM, a partir de Järvinen et al., 2001 [15]. Curva digitalizada da Figura 1 e dados das Tabelas 1 e 3 do original.
A grande armadilha da via transdérmica é a variabilidade de absorção. Numa clínica britânica com 1.508 mulheres, uma em cada quatro usuárias da maior dose licenciada, e mais da metade das que usavam a menor, tinha estradiol abaixo de 200 pmol/L, em torno de 54 pg/mL (Tabela 3); mulheres acima de 50 anos (OR 1,77) e usuárias de adesivo (OR 1,51) tiveram mais chance de nível baixo [16]. Glynne e Simon concluem que nenhuma dose fixa garante resposta em todas as mulheres [17].
Tabela 3. Estradiol transdérmico na vida real: proporção de mulheres com estradiol baixo em cada dose (1.508 mulheres, clínica britânica).
| Dose (equivalentes) | Gel a 0,06% por dia | Adesivo | Estradiol abaixo de 54 pg/mL (200 pmol/L) |
|---|---|---|---|
| 1 | 0,75 mg (1 dose do frasco dosador) | 25 mcg/dia | 55,2% |
| 2 | 1,5 mg | 50 mcg/dia | 44,9% |
| 3 | 2,25 mg | 75 mcg/dia | 32,0% |
| 4 (maior dose licenciada) | 3 mg | 100 mcg/dia | 24,8% |
| 5 a 8 (acima da bula) | 3,75 a 6 mg | 125 a 200 mcg/dia | 12,6% a 18,2% |
Medianas do estradiol: 52 pg/mL com 1 equivalente, 91 pg/mL com 4 e 138 pg/mL com 8; valores convertidos de pmol/L. Adaptado de Glynne et al., 2025 [16].
Implante
O implante subcutâneo evita a primeira passagem e a barreira da pele, garante adesão e mantém níveis estáveis por meses [1]. Eu o reservo para a mulher que não absorve bem pela pele ou que o escolhe informada, em vez de retroceder para a via oral [1]. As doses, a farmacocinética e a segurança estão no texto sobre implantes hormonais.
Vaginal
O estrogênio vaginal em baixa dose trata a síndrome geniturinária com exposição sistêmica pequena [18]. Cerca de uma em cada quatro mulheres em terapia sistêmica continua com sintoma geniturinário e precisa associar a via local [1]. Opções, doses e segurança, inclusive após câncer de mama, estão no texto sobre estrogênio vaginal.
Equivalência de doses entre as vias
Tabela 4. Equivalência aproximada de doses de estradiol entre as vias.
| Equivale a estradiol oral 1 mg | Equivale a estradiol oral 2 mg |
|---|---|
| Adesivo de 25 mcg/dia | Adesivo de 50 mcg/dia |
| Gel em frasco dosador de 0,75 mg por dose: 1 dose | Gel em frasco dosador de 0,75 mg por dose: 2 doses (1,5 mg) |
| Gel em sachê de 0,5 mg | Gel em sachê de 1 mg |
| Pellet de 15 mg | Pellet de 25 mg |
Adaptado de Jacobsen, 2025 [1]. Valores aproximados, baseados em estudos de farmacocinética; o spray fica fora da tabela porque não se converte por pump.
A Figura 6 mostra por que o spray fica de fora: no estado de equilíbrio, dois e três jatos deram o mesmo estradiol [38].

Figura 6. Estradiol colhido antes da dose diária ao longo de 14 dias de spray de estradiol a 1,7%, com 1, 2 ou 3 jatos (cerca de 24 mulheres por dose). De 1 para 2 jatos o nível sobe; de 2 para 3, não sobe mais: a média do 14º dia foi de 31 pg/mL nos dois. O equilíbrio chega em 7 a 8 dias.
Fonte: Escola HORMOFEM, a partir de Morton et al., 2009 [38]. Curva digitalizada da Figura 1 e parâmetros da Tabela II do original.
As fontes divergem: conforme a referência, 1 mg oral corresponde a 25 ou a 50 mcg/dia de adesivo, e 2 mg, a 50 ou a 100 mcg/dia [1]. Na revisão de Kuhl, os adesivos de matriz de 25, 50 e 100 mcg/dia produziram picos de estradiol de 30 a 45, 40 a 80 e 90 a 140 pg/mL [4], e no estudo cruzado de Järvinen a variabilidade entre mulheres ficou em torno de 30% tanto no gel quanto no adesivo [15]. A tabela serve para começar e para trocar de via sem chutar; o ajuste vem da clínica e, no transdérmico, do estradiol sérico [1, 17]. A própria Endocrine Society reserva a dosagem para quando os sintomas não melhoram com a dose, sobretudo depois da troca de oral para transdérmico [11].
Estetrol: o que se sabe na contracepção e na menopausa?
O estetrol tem perfil farmacológico próprio. A meia-vida é de 24 a 32 horas; ele é conjugado no fígado, sobretudo por glicuronidação, não depende das enzimas do citocromo P450, não forma metabólitos catecólicos e não se liga à SHBG nem a estimula como os outros estrogênios [5]. O mecanismo proposto é a ativação do receptor alfa nuclear sem ativar o alfa de membrana em alguns tecidos, o que explicaria efeito estrogênico no endométrio, na vagina e no osso com pouco efeito no fígado e na mama [5, 29]. A revisão de 2025 que compara estrogênios e SERMs, publicada na revista da Menopause Society, descreve o estetrol como neutro na mama e nos fatores de hemostasia [34]. Leia isso com cautela: boa parte dessa literatura vem de autores ligados aos fabricantes, inclusive as duas revisões citadas, e os dados de mama são, até aqui, pré-clínicos ou de fase inicial [5, 18, 29, 34].
Na contracepção
O estetrol 15 mg com drospirenona 3 mg, em regime 24/4, é o único uso aprovado. Nos ensaios de fase 3 somados, com 3.027 participantes, o índice de Pearl foi de 1,52 (IC 95% 1,04 a 2,16) [19]. O ganho está no fígado, comparado ao etinilestradiol: menor aumento de SHBG e de triglicerídeos [20] e geração de trombina dentro da faixa de referência, enquanto as pílulas com etinilestradiol a deslocaram para fora dela [21]. Em bancos de farmacovigilância, os combinados com etinilestradiol tiveram notificação desproporcional de tromboembolismo em relação aos de estrogênio natural, de quatro a cinco vezes maior [22].

Figura 7. Notificações de tromboembolismo venoso com anticoncepcionais combinados, tendo como referência os de estrogênio natural (estradiol com dienogeste e estetrol com drospirenona). No alto, os combinados com etinilestradiol: razão de notificação proporcional (PRR) de 5,10 no banco europeu (EudraVigilance) e 4,21 no americano (FAERS). Embaixo, a pílula só de drospirenona, sem excesso de notificação. Quadrado à direita da linha vertical significa mais notificação que o estrogênio natural. É sinal de farmacovigilância, não incidência.
Fonte: Raskin L, Didembourg M, Locquet M, et al. Res Pract Thromb Haemost. 2026;10(7):107005, Figura 1 [22]. Artigo de acesso aberto, licença CC BY 4.0; rótulos em inglês no original.
Na menopausa
No E4Relief, 15 mg foi a menor dose eficaz: na 12ª semana, a frequência de fogachos moderados a graves caiu 82%, contra 65% no placebo [23]. Nas mulheres com útero, a espessura endometrial aumentou e normalizou com o progestagênio no fim do estudo [23]. No ensaio de fase 3 E4COMFORT I, com 640 mulheres, 15 e 20 mg reduziram frequência e gravidade dos fogachos em relação ao placebo nas semanas 4 e 12; eventos adversos relacionados ao medicamento ocorreram em 51,6% e 57,3% das usuárias, contra 20,6% no placebo, e levaram à suspensão em 6,6%, 7,5% e 2,3%, respectivamente [24]. O estetrol isolado estimula o endométrio, e a mulher com útero continua precisando de progestagênio [23].
A minha posição é de ressalva. Reposição hormonal é devolver o que a mulher produzia. Ela não produz estetrol; ela produz estradiol 17-beta, e eu tenho estradiol 17-beta disponível, pela pele, sem primeira passagem. Não vejo razão fisiológica para trocar o original por uma molécula de gestação enquanto não houver desfecho clínico que justifique. O estetrol pode vir a ser opção para casos específicos; hoje, não entra na minha terapia hormonal.
Estriol: onde serve e onde não serve?
Serve na vagina. Em baixa dose vaginal, o estriol melhora atrofia, pH e sintomas geniturinários com pouca exposição sistêmica, e as revisões o colocam ao lado do estradiol vaginal como opção local [18]. Na revisão Cochrane, com 30 ensaios e 6.235 mulheres, as preparações vaginais (creme, comprimido, anel) não diferiram em eficácia entre si, com evidência de baixa qualidade; o creme se associou a mais espessamento endometrial que o anel, provavelmente pelas doses maiores usadas [35]. A segurança mamária de longo prazo do uso vaginal, porém, segue com incerteza, e na mulher com câncer de mama a decisão é individual e compartilhada com o oncologista [1, 18].
Não serve como estrogênio sistêmico "seguro". A preferência pelo receptor beta é dado de bancada [9]. Na clínica, o estudo caso-controle sueco de Weiderpass, com 789 casos de câncer de endométrio, mostrou que o estriol oral de 1 a 2 mg por dia, por cinco anos ou mais, aumentou o risco de câncer de endométrio (OR 3,0; IC 95% 2,0 a 4,4) e de hiperplasia atípica (OR 8,3; IC 95% 4,0 a 17,4); com aplicação vaginal, as associações foram fracas [25].
Razão de chances de hiperplasia endometrial atípica com estriol oral por cinco anos ou mais, sem progestagênio [25].
Eu aprendi, em mais de um curso, a dar estriol junto com estradiol. Rejeitei. Se a paciente está bem estrogenizada com estradiol, ela converte o percentual de estriol que a fisiologia prevê, e não preciso administrá-lo; o efeito anticâncer é hipótese mecanística, sem estudo clínico que o demonstre [1]. As misturas manipuladas de dois ou três estrogênios somam outro problema: potência variável entre cápsulas do mesmo lote, já documentada em análises de produtos manipulados, e falta de estudos de eficácia e segurança; o relatório das Academias Nacionais dos Estados Unidos concluiu que a evidência não sustenta o uso rotineiro dessas misturas [1, 14, 36].
Metabolismo do estrogênio: o que dizem os 2-OH, 4-OH e 16-alfa?
O estrogênio é inativado em duas etapas. Na fase 1, o fígado o hidroxila no carbono 2, no 4 ou no 16-alfa; na fase 2, conjuga os metabólitos por metilação (COMT), sulfatação ou glicuronidação para que sejam excretados na urina e na bile [1, 4]. Os 2-hidroxi são estrogênios fracos; os 4-hidroxi, se não forem metilados, podem ser oxidados em quinonas capazes de lesar o DNA; o 16-alfa-hidroxiestrona se liga ao receptor de forma persistente e é o caminho do estriol [1].

Figura 8. Metabolismo do estrogênio. No alto, as interconversões reversíveis entre estradiol, estrona e sulfato de estrona; embaixo, as hidroxilações irreversíveis nos carbonos 2 e 4 (anel A, metiladas pela COMT) e 16-alfa (anel D, que leva ao estriol).
Fonte: Jacobsen L. Hormofem: terapia hormonal feminina. 4ª ed. São Paulo: Ed. do Autor; 2025. ISBN 978-65-01-71472-1 [1]. Ilustração do livro (Figura 1.9), adaptada de Kuhl, 2005 [4].
A popularização disso foi mais rápida que a evidência. Os primeiros estudos da razão 2/16 usavam imunoensaios pouco específicos e tiveram resultados inconsistentes, em geral sem significância [26]. Com espectrometria de massas, o quadro ficou mais claro e mais modesto. Na coorte PLCO, quase todos os estrogênios e metabólitos se associaram a mais câncer de mama, e nenhum se manteve após ajuste pelo estradiol livre; o que restou foi a razão entre a via 2-hidroxi e os estrogênios de origem (HR 0,66; IC 95% 0,51 a 0,87) e a razão entre catecóis 4-hidroxi e seus derivados metilados (HR 1,34; IC 95% 1,04 a 1,72) [27]. Em quatro coortes somadas, a carga total de estrogênios foi o que mais pesou, e a 2-hidroxilação relativa se associou a menor risco [28].
Quando a conduta muda? Os erros mais comuns
- Dosar estradiol em quem usa estradiol oral e ajustar pelo número. A estrona domina; o exame não mede o que a paciente recebe [1, 11].
- Estrogênio oral na mulher de risco. Hipertensão, obesidade, tabagismo, hipertrigliceridemia, colelitíase ou trombose prévia pedem via transdérmica [1, 14].
- Estriol oral sem progestagênio na mulher com útero, por achar que é "fraco demais para o endométrio" [25].
- Testosterona no lugar de estradiol. A aromatização periférica não estrogeniza ninguém [3].
- Converter spray em gel por número de jatos, ou concluir má resposta sem trocar de formulação [1].
- Tratar estetrol como estradiol "melhorado". Faltam desfechos clínicos, e o endométrio continua precisando de proteção [18, 23].
O que as diretrizes dizem, e onde a evidência acaba
A Menopause Society reconhece que oral e transdérmico aliviam igualmente os fogachos, que o transdérmico se associa a menos tromboembolismo nos estudos observacionais e que os hormônios manipulados não devem substituir os aprovados, salvo alergia ou dose indisponível [14]. A Endocrine Society aponta o excesso de estrona da via oral e prefere a via transdérmica na mulher com risco de tromboembolismo, apoiada na metanálise que encomendou [11, 31]. A revisão de 2025 publicada na revista da Menopause Society defende escolher o estrogênio pelo perfil de cada mulher, em vez de tratar todos como equivalentes [34]. A revisão de Soltani e Voedisch, de 2026, mantém o estradiol transdérmico como referência sistêmica e o estrogênio vaginal em baixa dose como primeira linha local, com o estetrol ainda em desenvolvimento [18].
Onde a evidência acaba: não há ensaio randomizado com desfechos clínicos duros (infarto, câncer de mama, fratura) usando estradiol transdérmico e progesterona micronizada, e quase tudo o que sabemos sobre a via vem de estudos observacionais, com confiança baixa a moderada mesmo nas metanálises [1, 14, 31, 32]. O estetrol tem ensaios de sintomas e marcadores, sem desfecho de longo prazo [18, 24]. O metabolismo estrogênico tem associações consistentes, sem intervenção validada [27, 28]. E a equivalência entre vias é aproximada, porque a variabilidade individual é grande [15, 16].
Em resumo
O estradiol 17-beta é o hormônio da mulher, e é ele que eu reponho. Estrona, estriol, estetrol, etinilestradiol e estrogênios conjugados têm papéis próprios, mas nenhum faz o papel dele. A via pesa tanto quanto a molécula: a primeira passagem hepática transforma o estradiol oral em estrona, mexe em coagulação, triglicerídeos e SHBG, e aumenta a trombose, enquanto a pele entrega estradiol estável sem esse custo. A absorção transdérmica varia muito, e por isso a equivalência de doses é ponto de partida, e a resposta da paciente decide. Estetrol e metabólitos estrogênicos são áreas promissoras, e é justamente por isso que merecem ser lidos com o rigor de quem ainda espera os desfechos.
O que muda no consultório
- 1Para reposição sistêmica, prescreva estradiol 17-beta, de preferência transdérmico, e reserve a via oral para exceções conscientes.
- 2Na hipertensa, obesa, tabagista, com hipertrigliceridemia ou risco de trombose, não use estrogênio oral.
- 3Não dose estradiol sérico para ajustar a via oral: a estrona domina a circulação e o número engana.
- 4Se o gel não funcionou, troque de formulação ou de via antes de concluir que a paciente não responde a estradiol.
- 5Não associe estriol ao estradiol sistêmico e não use estriol oral sem proteção endometrial na mulher com útero.
- 6Use a tabela de equivalência só para começar e ajuste pela clínica e pelo estradiol sérico no transdérmico.
- 7Explique à paciente que fogacho e sono melhoram em semanas, e pele, cabelo e mucosa vaginal, em meses.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre estradiol, estriol e estrona?
O estradiol é o estrogênio mais potente e o principal produto do ovário na vida reprodutiva. A estrona tem cerca de 10% da potência dele, vem do ovário e da conversão no tecido adiposo, e é o estrogênio que predomina na pós-menopausa. O estriol é o mais fraco: fora da gestação, é apenas um metábolito do estradiol e da estrona, com níveis sanguíneos muito baixos.
O estetrol é um estrogênio natural?
É natural no sentido de existir no corpo humano, mas só na gestação: quem o produz é o fígado fetal. A mulher adulta não fabrica estetrol. Hoje ele está aprovado em um anticoncepcional combinado com drospirenona e em estudo de fase 3 para fogachos.
Estetrol pode ser usado na terapia hormonal da menopausa?
Ainda não há aprovação para essa indicação. Os ensaios mostram redução de fogachos com 15 e 20 mg por dia e menor efeito em marcadores hepáticos do que o etinilestradiol, mas faltam dados de desfecho clínico de longo prazo, e a mulher com útero continua precisando de proteção endometrial. Eu sigo com estradiol 17-beta.
Estriol protege a mama?
Não há estudo clínico que mostre isso. A ideia vem de um dado de laboratório: o estriol se liga mais ao receptor beta do que ao alfa. Por via oral, sem progestagênio, ele aumentou o risco de hiperplasia atípica e de câncer de endométrio em uso prolongado, o que desmonta a ideia de estrogênio sem efeito proliferativo.
Estradiol em gel é mais seguro que o comprimido?
Para trombose, sim: nas metanálises de estudos observacionais, o estrogênio oral aumenta o tromboembolismo venoso, sobretudo no primeiro ano, e o transdérmico não aumenta. A via transdérmica também não eleva triglicerídeos nem SHBG. Para aliviar fogachos, as duas vias têm eficácia semelhante.
Qual a equivalência entre estradiol oral e transdérmico?
De forma aproximada, 1 mg de estradiol oral corresponde a um adesivo de 25 mcg/dia, uma dose de gel de 0,75 mg ou um sachê de 0,5 mg; 2 mg correspondem ao adesivo de 50 mcg/dia, duas doses de gel de 0,75 mg ou um sachê de 1 mg. São valores de partida, porque a absorção varia muito entre mulheres.
Valerato de estradiol é bioidêntico?
Depois de absorvido, sim: o valerato é o estradiol 17-beta ligado ao ácido valérico, e o intestino e o fígado separam os dois. Por boca, ele tem farmacocinética semelhante à do estradiol micronizado e passa pela mesma primeira passagem hepática; 2 mg de valerato correspondem a cerca de 1,5 mg de estradiol. Na reposição, com estradiol de 1 mg disponível, eu não vejo vantagem em usá-lo.
Etinilestradiol e estradiol são a mesma coisa?
Não. O etinilestradiol é um estrogênio sintético com um grupo etinil no carbono 17, que o protege da inativação hepática. Isso o torna muito mais potente no fígado, com aumento de SHBG e de fatores de coagulação. É o estrogênio da maioria dos anticoncepcionais, e não serve para reposição.
Vale a pena dosar metabólitos do estrogênio na urina?
Os metabólitos 2-OH, 4-OH e 16-alfa têm associação com risco de câncer de mama em coortes, mas nenhum ponto de corte foi validado para decidir tratamento, e não há ensaio mostrando que modificar esses metabólitos reduz desfecho clínico. O exame descreve uma via; não decide sozinho a conduta.
Referências
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Como citar este artigo
Jacobsen L. Estradiol, estriol e estetrol: tipos de estrogênio, vias e o que muda na prática. Blog Científico HORMOFEM [Internet]. 2026 nov 8. Disponível em: https://hormofem.com.br/blog/estrogenios-estradiol-estriol-estetrol/

Dr. Leonardo Jacobsen
Ginecologia e Obstetrícia · CRM/SC 20930 · RQE 17351
Ginecologista, professor e pesquisador em endocrinologia feminina. Fundador da Escola HORMOFEM e autor do livro Terapia Hormonal Feminina.
Conteúdo educativo destinado a profissionais de saúde. Não substitui a avaliação individual nem estabelece conduta para um caso específico.
